A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma condição ginecológ...

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Q3883478 Medicina
A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma condição ginecológica importante, frequentemente associada a complicações reprodutivas. Sobre esse tema, é correto afirmar:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O diagnóstico presuntivo de DIP é sustentado por dor em abdome inferior/pélvica associada à sensibilidade à mobilização cervical e a sinais de infecção genital baixa, como secreção vaginal/cervical anormal; como a alternativa B reproduz esse critério clínico, ela é a correta.

Tema central: Diagnóstico clínico da DIP
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por afirmar exclusividade etiológica. A DIP não é causada apenas por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis; a base descreve fisiopatologia polimicrobiana, com participação também de anaeróbios, microrganismos da flora vaginal e outros patógenos. O erro médico é reduzir indevidamente a etiologia e, com isso, distorcer o entendimento da infecção.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve achados clássicos que sustentam a suspeita clínica de DIP: dor abdominal baixa/pélvica, sensibilidade à mobilização cervical e secreção vaginal ou cervical anormal/purulenta. Esses elementos compõem o raciocínio diagnóstico inicial da doença, que é essencialmente clínico na fase presuntiva e não depende, para ser reconhecido, de confirmação etiológica ou de exigência de internação.
C
Errada
Está errada porque transforma em regra universal uma conduta reservada a situações específicas. A base afirma que muitos casos de DIP podem ser tratados ambulatorialmente, e que internação com antibiótico parenteral fica indicada em contextos selecionados, como gravidade clínica, gestação, falha terapêutica, intolerância à via oral, dúvida diagnóstica cirúrgica ou abscesso tubo-ovariano. Portanto, não existe internação obrigatória para toda DIP.
D
Errada
Está errada porque nega complicações reprodutivas bem reconhecidas. A base é explícita ao afirmar que a DIP pode causar infertilidade tubária, dor pélvica crônica, recorrência e maior risco de gestação ectópica. O critério decisivo aqui é prognóstico: a inflamação tubária pode deixar dano cicatricial e comprometer fertilidade, então não se trata de doença sem sequelas.
E
Errada
Está errada em dois pontos técnicos: abscesso tubo-ovariano não contraindica antibióticos e não exige obrigatoriamente cirurgia imediata. Pela base, o abscesso costuma demandar antibióticos de amplo espectro, e abordagem cirúrgica ou drenagem fica reservada para ruptura, sepse, falha clínica ou casos selecionados. Afirmar suspensão do antibiótico nesse cenário é inadequado porque a cobertura antimicrobiana é parte fundamental do manejo.
Pegadinha da questão
A banca contrapôs uma alternativa com critérios clínicos típicos de suspeição de DIP a outras com termos absolutos como "exclusivamente", "apenas", "obrigatória", "sem sequelas" e "obrigatoriamente", que distorcem etiologia, tratamento e complicações.
Dica para questões semelhantes
  • Em DIP, priorize o reconhecimento do diagnóstico clínico presuntivo: dor pélvica/abdominal baixa com sensibilidade à mobilização cervical, uterina ou anexial, especialmente se houver secreção genital anormal.
  • Desconfie de alternativas que absolutizam a etiologia da DIP; gonococo e clamídia são agentes clássicos, mas a infecção é frequentemente polimicrobiana.
  • Não generalize manejo hospitalar para todos os casos: a base distingue DIP ambulatorial de situações selecionadas que exigem internação e terapia parenteral.
  • Lembre que abscesso tubo-ovariano reforça a necessidade de antibióticos; procedimento invasivo não é automático, mas reservado a cenários específicos.

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