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Q3950664 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como falar o que sente e o que pensa


Falar sobre o que sentimos é essencial para manter o equilíbrio emocional e o bem-estar. Guardar emoções e pensamentos pode causar sofrimento, pois o corpo e a mente precisam de expressão e diálogo. Quando não expressamos nossos sentimentos, podem surgir sinais como alterações no sono, mudanças no apetite, dificuldade de concentração e tristeza. Esses sinais indicam a necessidade de atenção e de reconhecimento das próprias emoções.


Ignorar o que sentimos não elimina o problema e pode agravar o sofrimento. Por isso, é importante permitir que as palavras expressem nossos sentimentos e buscar apoio quando necessário. Falar com alguém de confiança ou com um profissional ajuda a compreender melhor as emoções e fortalece a saúde emocional. Cuidar do que pensamos e sentimos é um passo fundamental para viver com mais equilíbrio e bem-estar.


Texto Adaptado


VIEIRA, Linda. Como falar o que sente e o que pensa. Vitat, [s.d.]. Disponível em: https://vitat.com.br/como-falar-o-que-sente/. Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando a organização argumentativa e os mecanismos de progressão temática do texto, assinale a alternativa que traduz, com maior precisão, o sentido global construído pelo autor.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a progressão temática causal do texto, marcada pela sequência: afirmação da importância de falar sobre sentimentos, explicação dos efeitos da repressão emocional e conclusão com orientação ao leitor. O trecho-base evidencia esse encadeamento por meio de relações como "pode causar sofrimento", "Quando não expressamos" e "Por isso", o que direciona a resposta para a alternativa C.

Tema central: expressão dos sentimentos
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra ao afirmar oposição entre expressão e introspecção e ao sugerir que o recolhimento reflexivo seria mais eficaz que o diálogo. O texto sustenta o contrário: "o corpo e a mente precisam de expressão e diálogo" e depois recomenda falar com alguém de confiança ou com um profissional. Há contradição direta com a tese explícita.
B
Errada
A alternativa elimina indevidamente o caráter orientador do texto. Embora haja informação, o texto não se limita a expor comportamentos: ele prescreve uma conduta ao afirmar que "é importante permitir que as palavras expressem nossos sentimentos e buscar apoio quando necessário" e que cuidar do que pensamos e sentimos "é um passo fundamental". Portanto, não há neutralidade meramente informativa.
C
Certa
A alternativa C recompõe com fidelidade o movimento argumentativo completo do texto. O autor parte da tese de que falar sobre sentimentos é essencial, explica que reprimir emoções produz sofrimento e sinais físicos e psíquicos, e conclui, com orientação explícita ao leitor, que verbalizar os sentimentos e buscar apoio favorece o equilíbrio emocional. Essa alternativa é a única que preserva ao mesmo tempo a relação causal e a conclusão defendida no texto.
D
Errada
A alternativa é incompatível com a organização lógica do texto, porque afirma ausência de articulação causal explícita. Essa articulação está marcada por expressões como "pode causar sofrimento", "Quando não expressamos" e "pode agravar o sofrimento", além do conector conclusivo "Por isso". A enumeração dos sintomas não é neutra nem autônoma; ela serve para sustentar a tese.
E
Errada
A alternativa inventa um relato implícito de experiências individuais que não existe no texto, que é expositivo-argumentativo. Também distorce o sentido ao dizer que o silêncio emocional pode ser escolha legítima, quando o texto afirma que ignorar sentimentos "não elimina o problema" e "pode agravar o sofrimento". Há erro de gênero textual e de sentido global.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre texto que enumera sintomas e texto que constrói tese argumentativa: quem olha só para a lista de sinais pode ignorar a relação causal e a conclusão introduzida por "Por isso".
Dica para questões semelhantes
  • Reconstrua o percurso do texto: tese inicial, justificativas, consequências e conclusão.
  • Observe conectores e verbos que marcam causa, consequência e orientação, como "pode causar", "Quando não expressamos" e "Por isso".
  • Desconfie de alternativas que troquem recomendação explícita por neutralidade descritiva.
  • Elimine opções que acrescentem elementos ausentes no texto, como relato pessoal, legitimação do silêncio ou superioridade da introspecção.

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