Em 2017, o Conselho Federal de Medicina publicou a R...
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Tema central: A questão aborda a determinação de morte encefálica segundo a Resolução CFM nº 2.173/2017, norma fundamental para a conduta ética e segura em UTI, com impacto direto sobre o manejo clínico, ética médica e transplantes de órgãos.
Análise da alternativa correta (A):
A alternativa A está correta porque condiz integralmente com a Resolução CFM nº 2.173/2017. O protocolo determina que basta um teste de apneia para confirmar a ausência de movimentos respiratórios e estimulação máxima dos centros respiratórios, considerando positivo quando a PaCO2 ultrapassa 55 mmHg sem retomada da ventilação. Dessa forma, comprova-se perda irreversível da função bulbar.
Segundo o próprio texto da resolução (manual, pág. 4):
“Será considerado teste de apneia positivo quando a elevação da pressão parcial de CO2 for superior a 55 mmHg, na ausência de movimentos respiratórios.”
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta. O intervalo mínimo entre avaliações clínicas para pacientes acima de 2 anos é de 1 hora (não 6h), conforme descrito na sec. 9.2 do manual: “O intervalo entre os exames para adultos e crianças acima de dois anos é de no mínimo 1 (uma) hora.”
C) Incorreta. A hipotermia deve sempre ser corrigida antes do protocolo; temperatura corporal ≥ 35°C é um pré-requisito. Não manter essa conduta pode gerar falso diagnóstico (sec. 8.4).
D) Incorreta. Pressão arterial média ≤ 65 mmHg exige intervenção antes da avaliação, pois hipoperfusão pode simular depressão do tronco encefálico. O protocolo é claro: “corrigir hipotensão antes dos testes”.
E) Incorreta. Embora distúrbios metabólicos sejam causas de exclusão temporária, apenas a hipernatremia aguda e reversível pode ser fator impeditivo, sendo que a resolução não especifica a hipernatremia “grave, refratária” como impeditiva (sec. 8.6). A classificação e manejo devem ser criteriosos e individualizados.
Pontos de atenção para provas: Atenção para mudanças em protocolos, termos numéricos (intervalos, parâmetros laboratoriais), e detalhes como “corrigir/estabilizar” condições clínicas antes de testes — são pegadinhas frequentes.
Dica prática: Na UTI, além do respeito à norma, documente todos os pré-requisitos e intervenções realizadas, alinhando-se à ética médica e à segurança jurídica do ato.
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A) Art. 4º - O teste de apneia deverá ser realizado uma única vez por um dos médicos responsáveis pelo exame clínico e deverá comprovar ausência de movimentos respiratórios na presença de hipercapnia (PaCO2 superior a 55mmHg). CERTO.
B) Art. 3 § 4º Em crianças com menos de 2 (dois) anos o intervalo mínimo de tempo entre os dois exames clínicos variará conforme a faixa etária: dos sete dias completos (recém-nato a termo) até dois meses incompletos será de 24 horas; de dois a 24 meses incompletos será de doze horas. Acima de 2 (dois) anos de idade o intervalo mínimo será de 1 (uma) hora. Não se deve confundir com o tempo mínimo de Tratamento e observação em ambiente hospitalar pelo período mínimo de seis horas. Quando a causa primária do quadro for encefalopatia hipóxico-isquêmica, esse período de tratamento e observação deverá ser de, no mínimo, 24 horas;
Quadro for encefalopatia hipóxico-isquêmica - síndrome clínica neonatal decorrente de um episódio grave e prolongado de isquemia ou hipóxia que ocorre antes ou durante o momento do parto.
C) Anexo I - 2)Hipotermia (temperatura retal, vesical ou esofagiana inferior a 35°C) A hipotermia grave é fator confundidor na determinação de ME, pois reflexos de tronco encefálico podem desaparecer quando a temperatura orporal central é menor ou igual a 32°C.
É essencial que seja corrigida a hipotermia até alcançar temperatura corporal (esofagiana, vesical ou retal) superior a 35°C antes de iniciar-se a determinação de ME.
D) B. Interrupção do teste.
Caso ocorra hipotensão (PA sistólica < 100 mmHg ou PA média < que 65 mmHg), hipoxemia significativa ou arritmia cardíaca, deverá ser colhida uma gasometria arterial e reconectado o respirador, interrompendo-se o teste. Se o PaCO2 final for inferior a 56 mmHg, após a melhora da instabilidade hemodinâmica, deve-se refazer o teste.
E) 1)Distúrbio hidroeletrolítico, ácido-básico/endócrino e intoxicação exógena graves Na presença ou suspeita de alguma dessas condições, caberá à equipe responsável pela determinação da ME definir se essas anormalidades são capazes de causar ou agravar o quadro clínico, a consequência da ME ou somática. A hipernatremia grave refratária ao tratamento não inviabiliza
determinação de ME, exceto quando é a única causa do coma.
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