Considere o trecho selecionado a seguir. Se ele cai nas drog...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Ano: 2014 Banca: FUNCERN Órgão: IF-RN Prova: FUNCERN - 2014 - IF-RN - Assistente de Aluno |
Q2803197 Português

EDUCAÇÃO E FASCÍNIO DA FAMA

Frei Betto


Há pais que nutrem nos filhos falsos ideais: destacar-se como modelo numa passarela, tornarse desportista de projeção, alcançar a fama como atriz ou ator. O sonho congela-se em ambição e a criança ou o adolescente passa a dar-se uma importância ilusória. Mergulha no estresse de corresponder à expectativa. Tem de provar a si e aos outros que é capaz, o melhor. Passa a viver, não em razão dos valores que possui, mas do olhar do outro.


Se ele cai nas drogas, a família, perplexa, se pergunta: “Como foi possível? Logo ele, tão inteligente!” Foi possível porque a família confundiu brilhantismo com segurança. Considerou-o um adulto precoce. Exigiu voo de quem ainda não tinha asas. Deixou de dar-lhe atenção, colo, carinho.


A culpa é de quem? Da sociedade que cultua certos detalhes, criando uma estética do consumo: mulher loira e magra, executivo de carro importado, jovem rico, férias em Nova York etc.


A construção da personalidade é um jogo de relações e comparações, arte mimética de abraçar como modelo aquele que merece a nossa admiração. Hoje, as figuras paradigmáticas não se destacam pelo altruísmo dos ícones religiosos (Jesus, Maria, José, Francisco de Assis etc.) ou de personalidades como Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela e Teresa de Calcutá. A estética do consumo rejeita a ética dos valores.


Famílias e escolas deveriam educar seus alunos para lidar com perdas. Afinal, morrem não só pessoas mas também sonhos, projetos, possibilidades. Contudo, como esperar que se enfatize a solidariedade num mundo regido pela competitividade? Como falar de modéstia em tempos de exibicionismo? Como valorizar a partilha se tudo gira em torno da lógica da acumulação?


As drogas não se transformaram em peste só por culpa do narcotráfico. Elas são uma quimérica tábua de salvação nessa sociedade que relativiza todos os valores e carnavaliza até a tragédia humana. Não se culpe, indagando onde você errou como professor ou pai. Pergunte-se pelos valores da sociedade em que vive. Em que medida tais valores, invertidos e pervertidos, não se entranharam também em nossas cabeças, envenenando-nos a alma? Uma sociedade doente produz, inevitavelmente, seu clone no interior de cada família. Então entram os esforços terapêuticos para tentar curá-lo, como se o fruto não tivesse sua raiz na árvore. Quanto mais sadia uma sociedade, mais sadias as pessoas. Mas, para isso, são necessários valores e o fim da exclusão social.


Disponível em: http://www.cartanaescola.com.br>. Acesso em:15 mai. 2014. 

Considere o trecho selecionado a seguir.


Se ele cai nas drogas, a família, perplexa, se pergunta: “Como foi possível? Logo ele, tão inteligente!” Foi possível porque a família confundiu brilhantismo com segurança. Considerou-o um adulto precoce. [...]. Deixou de dar-lhe atenção, colo, carinho.


Assinale a opção em que, mantendo-se o elemento em destaque no plural, são feitas, em registro culto, as alterações rigorosamente necessárias.

Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito Comentado: Concordância e Pronomes – Questão de Transformação do Singular para o Plural

Tema central: A questão exige o domínio das regras de concordância verbal e nominal, além do uso adequado dos pronomes pessoais oblíquos átonos, ao transformar orações em que o termo “ele” (singular) vai para “eles” (plural).

Justificativa da alternativa correta – Letra D:

Na alternativa D, todas as alterações necessárias para o plural estão corretas:

  • "ele" → "eles"
  • "cai" → "caem"
  • "inteligente" → "inteligentes"
  • "considerou-o" → "considerou-os" (pronome oblíquo átono na 3ª pessoa do plural, como prevê a norma-padrão: Bechara, Moderna Gramática Portuguesa)
  • "um adulto precoce" → "uns adultos precoces" (nomes e adjetivos no plural)
  • "dar-lhe" → "dar-lhes" (o pronome de objeto indireto deve acompanhar o referente no plural)

Essas alterações mostram a aplicação correta das regras de concordância e de pronomes, como ensinam Cunha & Cintra.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Erro na forma verbal "Deixaram". O sujeito é a família (singular), logo o correto é "deixou".
  • B: Erro no pronome "lhe". O plural correto seria "lhes", acompanhando "eles".
  • C: Erro no pronome "o" (singular). O correto é "os", pois o referente é "eles".

Orientações e dicas:

Ao encontrar questões que pedem transformação do singular para o plural, verifique todos os elementos (substantivos, adjetivos, verbos, pronomes) e adeque-os conforme a norma-padrão. Fique atento a pegadinhas como:

  • Verbo que depende de sujeito explícito diferente após várias orações.
  • Pronomes oblíquos indevidamente deixados no singular/plural.
  • Adjetivos não flexionados junto ao substantivo mudado.

Estes detalhes são abordados em gramáticas como Cunha & Cintra, que orientam: todo termo relacionado ao sujeito deve concordar em número e pessoa, inclusive pronomes complementares.

Portanto, a alternativa D é a correta porque não deixa escapar nenhum elemento e demonstra domínio da adequação plena ao plural, segundo a norma culta da Língua Portuguesa.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

identifique os sujeitos, e faça o plural dos pronomes, e dos verbos de acordo

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo