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Q3736959 Português
[.--] a despeito das visíveis lacunas existentes na política regional, nesta década de 2000, a trajetória da desconcentração assumiu novos contornos mais benignos, e mesmo o crescimento econômico - que tão bem conviveu ao longo da história brasileira com níveis elevados de desemprego -, passou a se dar em cenário de pleno emprego nos mercados de trabalhos regionais. Avançou-se qualitativamente em relação ao comportamento predominante para a questão regional na década de 1990 marcado pelo baixo crescimento econômico, elevado desemprego e fraca atuação governamental. [...] Do ponto de vista do tratamento da questão territorial, o governo federal construiu uma agenda de fortalecimento das economias regionais que possibilitou uma atuação mais ativa do gasto em investimento federal em prol da desconcentração produtiva. O perfil regional do crescimento continuou sendo mais positivo para as economias ‘periféricas’ nessa fase de recomposição de recursos e instrumentos do desenvolvimento regional. Com isso, estas dltimas apresentaram taxas superiores à média nacional: o Nordeste, com 1,0% acima da média brasileira; o Norte, com 3,5% acima; e a regido Centro-Oeste, 1,7% superior.
(Adaptado de: MONTEIRO NETO, Asistides. Desigualdades regionais no Brasil: caracteristicas e tendéncias recentes. Boletim regional, urbano e ambiental, n.9, Ipea, jan.-jun. 2014, pp. 67-81)
A respeito das desigualdades regionais do Brasil na década de 2000:  
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a compatibilidade semântica com o texto-base: o excerto afirma que “a trajetória da desconcentração assumiu novos contornos mais benignos”, que houve “Avançou-se qualitativamente em relação ao comportamento predominante para a questão regional na década de 1990” e que o governo federal “construiu uma agenda de fortalecimento das economias regionais” com atuação mais ativa do investimento federal em favor da desconcentração produtiva. Esse conjunto sustenta melhora relativa na década de 2000, com maior dinamismo das economias periféricas, o que torna correta apenas a alternativa B.

Tema central: desconcentração regional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque nega exatamente o que o texto afirma. O excerto diz que “o governo federal construiu uma agenda de fortalecimento das economias regionais” e que isso “possibilitou uma atuação mais ativa do gasto em investimento federal em prol da desconcentração produtiva”. Portanto, não há irrelevância do governo nem predominância exclusiva do mercado na definição das prioridades.
B
Certa
A alternativa B é a única compatível com o sentido global do trecho: houve mudança positiva em relação aos anos 1990, com avanço qualitativo, fortalecimento das economias regionais, atuação mais ativa do investimento federal e crescimento relativamente mais favorável às economias periféricas. Ao mesmo tempo, ela não força a conclusão de que as desigualdades desapareceram; apenas admite melhora importante sem negar a permanência de disparidades estruturais, leitura compatível com a base.
C
Errada
Está errada porque inverte o sentido central do texto. Em vez de agravamento da concentração no Sul e Sudeste, o excerto afirma que “a trajetória da desconcentração assumiu novos contornos mais benignos” e que o crescimento foi “mais positivo para as economias ‘periféricas’”. Isso afasta a ideia de concentração ainda maior nas regiões historicamente centrais.
D
Errada
Está errada por introduzir causa não mencionada e por contrariar o conteúdo explícito. O texto não fala em política de restrição de crédito ao setor privado, nem afirma impedimento ao crescimento das regiões menos desenvolvidas. Ao contrário, registra agenda federal de fortalecimento regional e atuação mais ativa do investimento público.
E
Errada
Está errada porque traz informação externa ao excerto. O texto não menciona o BNDES, não fala em diminuição de sua participação e não sustenta prejuízo aos investimentos no Norte e Nordeste. Além disso, o sentido global é o de recomposição de recursos e desempenho positivo das regiões periféricas, não o de retração de financiamento.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre melhora relativa e solução completa do problema: o texto mostra avanço na desconcentração e ação governamental mais ativa, mas isso não autoriza dizer nem que as desigualdades acabaram nem que houve retrocesso ou irrelevância do Estado.
Dica para questões semelhantes
  • Localize os verbos e expressões avaliativas do autor; aqui, “assumiu novos contornos mais benignos” e “Avançou-se qualitativamente” eliminam alternativas de retrocesso.
  • Observe se o texto atribui causa ou agente de modo explícito; quando há menção direta à atuação do governo, alternativas que falam em irrelevância estatal caem por confronto textual.
  • Desconfie de alternativas com detalhes econômicos específicos não citados no excerto; plausibilidade externa não substitui sustentação textual.
  • Quando o texto indica melhora relativa, não conclua automaticamente superação total do problema; compare avanço parcial e permanência estrutural.

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LETRA B

B

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