O que significa um animal ser peçonhento?
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Alternativa correta: D — Animal que injeta ativamente veneno por estruturas especializadas (presas, ferrão, quelíceras, espículas).
Tema central: Em Toxicologia/Medicina de Emergência, peçonhento ≠ venenoso. Peçonhento inocula toxina por um aparelho de inoculação; venenoso causa toxicidade por contato/ingestão. Essa distinção direciona conduta e uso de soros antiveneno (Ministério da Saúde; WHO Snakebite Guidelines; Harrison’s).
Por que a D é correta? Animais peçonhentos possuem aparelho inoculador e mecanismo ativo de injeção. Exemplos: serpentes (presas com ductos de veneno: Bothrops, Crotalus), escorpiões (ferrão), aranhas (quelíceras), abelhas/vespas (ferrão), peixes peçonhentos (espinhos com glândulas). Isso caracteriza o acidente como envenenamento por inoculação, para o qual pode haver soro específico conforme quadro clínico (MS/Fiocruz; UpToDate).
Análise das alternativas incorretas:
A – “Produz toxinas, mas não injeta”: descreve animais venenosos, que intoxicam por contato/ingestão. Ex.: sapo-cururu (bufotoxinas), algumas salamandras e certas plantas/algas. Não há inoculação ativa.
B – “Qualquer animal perigoso”: conceito vago. Periculosidade pode advir de força mecânica (ex.: grandes mamíferos) sem toxinas. Não define peçonha.
C – “Toxina ativa se ingerida”: novamente, perfil de venenoso. Ex.: peixes com toxinas alimentares, cogumelos tóxicos; a via é ingestão, não inoculação.
E – “Secreta toxinas pela pele”: secreção cutânea é típica de venenosos (ex.: anuros/sapos). O contato pode causar irritação ou intoxicação, mas sem aparelho inoculador.
Estratégia de prova (pegadinha clássica): memorize: P de Peçonhento = P de Picada. Se a questão fala em injeção ativa por estrutura especializada, é peçonhento. Se fala em contato/ingestão, é venenoso.
Implicações clínicas rápidas: Acidentes por animais peçonhentos podem requerer soro antiveneno quando há manifestações sistêmicas ou locais moderadas/graves, além de imobilização do membro e transporte rápido a serviço de referência. Evitar torniquete, cortes e sucção (Ministério da Saúde; WHO 2016/2019; Harrison’s; UpToDate).
Referências essenciais: Ministério da Saúde – Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos; WHO Snakebite Envenoming Guidelines; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate – Snakebite envenomation.
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