Com base no caso apresentado, a principal suspeita diagnóst...

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Q4235320 Medicina
Homem, 45 anos de idade, hipertenso bem controlado, não diabético, não tabagista, comparece ao pronto-socorro com queixa de perda dos movimentos da face há 2 dias. Ao exame físico, apresenta paralisia facial completa (House-Brackmann VI) sem outras alterações, não há vertigem ou déficit auditivo.
Com base no caso apresentado, a principal suspeita diagnóstica é: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Paralisia facial completa e isolada sugere acometimento periférico do VII nervo; na ausência de outros déficits neurológicos, vertigem, hipoacusia, vesículas auriculares ou quadro polineuropático, a hipótese principal é paralisia de Bell, o que define a alternativa A.

Tema central: Paralisia facial periférica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o quadro descrito é o padrão clássico de paralisia facial periférica idiopática: instalação aguda/subaguda, acometimento completo da face e ausência de sinais de acometimento central, otológico ou polirradiculoneuropático. O dado decisivo é que a paralisia é completa, o que é compatível com lesão periférica do VII par, e ela ocorre de forma isolada. A classificação House-Brackmann VI informa gravidade da disfunção facial, não uma etiologia diferente; portanto, uma paralisia de Bell pode ser completa.
B
Errada
Síndrome de Ramsay Hunt costuma associar paralisia facial periférica a herpes-zóster ótico, com achados como otalgia, vesículas em orelha ou canal auditivo e frequentemente sintomas cocleovestibulares, como hipoacusia e vertigem. O enunciado destaca ausência de vertigem e déficit auditivo e não descreve sinais herpéticos, o que enfraquece esse diagnóstico.
C
Errada
AVC é menos compatível porque a semiologia descrita é de paralisia facial periférica completa e isolada. Na lesão central supranuclear, o padrão mais típico é paresia facial predominante em face inferior com preservação da musculatura frontal, além de associação frequente com outros déficits neurológicos focais. A hipertensão isolada não supera esse padrão semiológico.
D
Errada
Síndrome de Guillain-Barré é polirradiculoneuropatia aguda e costuma cursar com fraqueza progressiva de membros, arreflexia e possível acometimento bilateral de nervos cranianos. O caso traz paralisia facial unilateral isolada, sem fraqueza em membros, sem descrição de arreflexia e sem quadro neuropático generalizado, o que torna essa alternativa inadequada.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre gravidade e etiologia: paralisia facial completa pode ocorrer na paralisia de Bell, e House-Brackmann VI não aponta causa específica. Outra armadilha é usar hipertensão como âncora para AVC, ignorando que o padrão é periférico e isolado.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro defina se a paralisia facial é periférica ou central: acometimento de toda a hemiface favorece lesão periférica do VII par.
  • Se a paralisia facial periférica for isolada, aguda/subaguda e sem outros déficits neurológicos, Bell passa a ser a principal hipótese.
  • Para lembrar de Ramsay Hunt, procure sinais otológicos e cocleovestibulares: vesículas, otalgia, hipoacusia ou vertigem.
  • Não use fator de risco vascular isolado para priorizar AVC contra a semiologia do exame neurológico.

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