Homem, 33 anos, previamente assintomático, sedentário, procu...
Além da recomendação de iniciar mudanças no estilo de vida, é recomendável
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Tema central da questão: O caso aborda abordagem diagnóstica da hipertensão arterial sistêmica (HAS) em adulto jovem, com fatores de risco e pressão arterial elevada em consulta, mas sem confirmação fora do consultório. O ponto-chave é a importância da confirmação diagnóstica antes do início de tratamento farmacológico.
Análise clínica e raciocínio médico: O paciente apresenta pressão de 150x90mmHg no consultório, sobrepeso e histórico familiar de HAS e acidente vascular cerebral. Entretanto, há relato de pressões ainda mais elevadas em "situações ocasionais", sem confirmação por medidas padronizadas.
Destaque da diretriz oficial: Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2025: “A MAPA é recomendada para confirmar o diagnóstico de hipertensão arterial em pacientes com medidas elevadas no consultório, particularmente quando há suspeita de hipertensão do avental branco ou hipertensão mascarada.”
Portanto, a alternativa C (“solicitar monitorização ambulatorial da pressão arterial de 24 horas”) é a correta porque garante o diagnóstico preciso da hipertensão e evita o início prematuro de fármacos.
Análise das alternativas incorretas:
A) Iniciar IECA: Inadequado sem confirmação diagnóstica e sem risco imediato.
B) Anlodipina + tiazídico: Não indicado antes da certeza diagnóstica.
D) Doppler e dosagem hormonal: Investigação de hipertensão secundária só é indicada se houver sinais laboratoriais/idade atípica ou refratariedade.
E) Betabloqueador e escore de cálcio: Não há indicação formal de tratamento nem de screening de coronárias nesse perfil.
Pontos de atenção e pegadinhas: Questões de concurso costumam estimular intervenções precoces, mas a conduta baseada em protocolos e evidências exige confirmação diagnóstica. O uso da MAPA é especialmente relevante em jovens e quando há discrepância entre diferentes medições.
Recado final:
Dominar o passo-a-passo do manejo da hipertensão e conhecer os critérios de indicação para MAPA ou MRPA é fundamental para evitar diagnósticos precipitados e uso indevido de medicamentos, conforme ensinam as principais diretrizes brasileiras e internacionais.
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