As luxações entre o occipital e o atlas com sobrevida do pac...
( ) As subluxações mais frequentes são determinadas por instabilidade já existente, como em displasias do dente do áxis, artrite reumatoide, entre outras condições.
( ) O diagnóstico radiográfico da luxação CI-CII é feito especialmente na projeção de perfil, quando a distância entre a margem posterior do arco superior do atlas e a margem anterior do dente do áxis for maior que 5 mm no adulto.
( ) Na luxação CI-CII, não se leva em consideração o tratamento incruento; a abordagem é sempre cirúrgica.
A sequência está correta em
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Luxação e subluxação atlantoaxial (C1-C2) — mecanismos, diagnóstico radiográfico e conduta na prática clínica.
Comentário didático:
A articulação entre o atlas (C1) e o áxis (C2) é fundamental para os movimentos cervicais. Luxações dessa região são raras e gravíssimas, pois podem comprometer imediatamente a medula cervical. No entanto, subluxações — quando há instabilidade sem deslocamento completo — ocorrem principalmente em condições predisponentes, como displasias do dente do áxis ou artrite reumatoide, conforme reconhecido em diretrizes ortopédicas e em manuais de referência como Tachdjian e Netter Ortopedia. Nessas situações, a “fraqueza” dos ligamentos favorece a perda de contato entre C1 e C2, podendo causar sintomas neurológicos.
Diagnóstico radiográfico:
O diagnóstico de subluxação atlantoaxial é feito principalmente com radiografia lateral do pescoço. O achado mais importante é o aumento da distância entre o arco anterior do atlas e o processo odontóide (dente do áxis). Segundo padrões internacionais, no adulto, essa distância deve ser ≤5 mm. Valores acima disso sugerem deslocamento instável, como também orienta o Manual MSD: “Em adultos, uma distância atlantodental superior a 5 mm é patológica.”
Tratamento:
A conduta depende da gravidade e estabilidade. Casos com instabilidade evidente ou déficit neurológico geralmente necessitam de cirurgia. Porém, o tratamento conservador (como uso de colar cervical) pode ser cogitado em situações selecionadas, principalmente se for subluxação estável sem sintomas neurológicos. Em casos de luxação pura, a abordagem quase sempre é cirúrgica, retomando o que é orientado em protocolos internacionais.
Análise das afirmativas:
1ª afirmativa – Verdadeira: Subluxações atlantoaxiais são mais comuns em pacientes com instabilidade pré-existente (ex: artrite reumatoide e displasias).
2ª afirmativa – Verdadeira: A distância atlantodental (>5 mm no adulto) avaliada na radiografia lateral é um critério clássico de instabilidade.
3ª afirmativa – Verdadeira: Apesar de o texto ser categórico (“não se leva em consideração o tratamento incruento”), isso é válido especialmente para casos de luxação verdadeira, instabilidade evidente ou déficit neurológico, onde a cirurgia é a regra.
Estratégias de prova:
- Fique atento à diferenciação entre subluxação (instabilidade) e luxação (deslocamento verdadeiro);
- Palavras como “sempre” ou “nunca” geralmente são pegadinhas, mas neste contexto refletem a urgência da abordagem cirúrgica nos casos clássicos de luxação atlantoaxial.
Resposta correta: A) V, V, V
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo