Em relação ao prognóstico de complicações cardiovasculares p...

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Q1622668 Medicina
Em relação ao prognóstico de complicações cardiovasculares perioperatórias para o paciente cardiopata sendo submetido a uma cirurgia não cardíaca, o procedimento cirúrgico considerado de risco intrínseco elevado, ou seja, maior ou igual a 5% de complicações, é a cirurgia
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Tema central: O foco da questão é a estratificação do risco de complicações cardiovasculares perioperatórias em procedimentos cirúrgicos não cardíacos. Essa avaliação é fundamental na prática clínica para definir condutas seguras para pacientes cardiopatas submetidos a cirurgias.

Justificativa da alternativa correta – E) Cirurgia vascular periférica:

Segundo a II Diretriz de Avaliação Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as cirurgias não cardíacas são classificadas em baixo, intermediário e alto risco cardiovascular perioperatório:

  • Alto risco (≥ 5%): Cirurgias vasculares maiores, especialmente as de aorta e as vasculares periféricas.
  • Risco intermediário (1% a 5%): Cirurgias intra-abdominais, ortopédicas, intratorácicas, prostáticas.
  • Baixo risco (< 1%): Cirurgias de mama, catarata, endoscópicas.

A cirurgia vascular periférica, por envolver grandes vasos e risco aumentado de sangramentos, tromboses e isquemia distal, traz maior risco intrínseco de complicações cardiovasculares. Isso está de acordo com as diretrizes nacionais e internacionais, incluindo literatura disponível na UpToDate e no Tratado de Cardiologia – Braunwald.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Cirurgia de mama: Baixíssimo risco (<1%). Procedimento de curta duração, pouco invasivo e sem manipulação vascular significativa. Não se associa a complicações cardiovasculares expressivas.
  • B) Cirurgia de catarata: Baixo risco (<1%). Na maioria dos casos realizada com anestesia local e pouco impacto hemodinâmico.
  • C) Cirurgia prostática: Risco intermediário (1–5%). Apesar de poder apresentar sangramento, o risco cardiovascular não se compara ao de uma cirurgia vascular periférica.
  • D) Cirurgia intra-abdominal: Risco intermediário (1–5%). Apesar de procedimentos invasivos, não atingem o risco igual ou superior a 5% de complicação cardiovascular como as vasculares.

Dica de prova: Atenção a termos como risco intrínseco elevado (≥5%); lembre-se: procedimentos sobre grandes vasos (como cirurgias vasculares periféricas e de aorta) sempre são classificados como alto risco cardiovascular pelas principais diretrizes.

Segundo a própria diretriz (p.6): “Cirurgias de alto risco (...) incluem as cirurgias vasculares maiores, especialmente as de aorta e outras artérias de grande porte, e as periféricas.”

Resumo: Somente a alternativa E traz um procedimento classificado como de alto risco de complicações cardiovasculares perioperatórias (≥5%) para o paciente cardiopata.

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O prognóstico de complicações cardiovasculares perioperatórias é uma preocupação para pacientes que têm doenças cardíacas e necessitam de cirurgias não cardíacas. A escolha do procedimento cirúrgico pode ter um impacto significativo no risco de complicações. É importante notar que a cirurgia vascular periférica é considerada um procedimento intrinsecamente de alto risco, com complicações que podem ocorrer em mais de 5% dos casos. Dessa forma, a resposta correta é a alternativa E. É crucial que os pacientes com doença cardiovascular sejam avaliados cuidadosamente antes de serem submetidos a procedimentos cirúrgicos para minimizar o risco de complicações cardiovasculares.

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