Sobre infecções de vias aéreas superiores (IVAS), assinale a...

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Q4110732 Medicina
Sobre infecções de vias aéreas superiores (IVAS), assinale a alternativa CORRETA:
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: IVAS agudas não complicadas têm diagnóstico predominantemente clínico, baseado em anamnese e exame físico, sem necessidade rotineira de exames complementares; por isso a alternativa A está correta e as demais contradizem distinções clínicas básicas entre gravidade, influenza e resfriado comum.

Tema central: Diagnóstico clínico das IVAS
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque traduz a conduta diagnóstica habitual nas IVAS típicas e não complicadas: o quadro clínico e o exame físico bastam na maioria dos casos. Exames complementares não são recomendados de rotina para confirmar resfriado comum e outras IVAS virais usuais; eles ficam reservados para situações de gravidade, complicação, necessidade de diagnóstico diferencial relevante ou definição etiológica específica.
B
Errada
Está errada porque classifica como leves ou moderados achados que sinalizam maior gravidade clínica: saturação de O2 < 94%, hipotensão arterial, taquicardia e taquipneia não são compatíveis com IVAS banal. Esses parâmetros indicam repercussão sistêmica, hipoxemia ou possível acometimento de vias aéreas inferiores, o que afasta a caracterização de quadro leve.
C
Errada
Está errada porque pacientes com comprometimento da função respiratória por doença neurológica ou lesão medular são, sim, grupo de maior risco para complicações por influenza. O critério médico aqui é a estratificação de risco: prejuízo da mecânica ventilatória, da tosse efetiva e da depuração de secreções favorece evolução desfavorável.
D
Errada
Está errada porque confunde resfriado comum com influenza. O quadro descrito — febre alta, cefaleia intensa, mialgia, tosse e maior repercussão sistêmica — é típico de síndrome gripal por influenza, não de resfriado comum. Além disso, resfriado comum não é classicamente causado pelo vírus influenza; nele predominam sintomas nasais e febre ausente ou baixa.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões frequentes: tratar resfriado comum como se fosse influenza e aceitar sinais de gravidade respiratória ou sistêmica como se ainda fossem compatíveis com IVAS leve/moderada.
Dica para questões semelhantes
  • Em IVAS típicas e não complicadas, pense primeiro em diagnóstico clínico; exame complementar de rotina não é a regra.
  • Separe resfriado comum de influenza pelo padrão clínico: resfriado é mais nasal e brando; influenza tem febre mais alta, mialgia, cefaleia e maior toxicidade sistêmica.
  • Hipoxemia, hipotensão, taquipneia e taquicardia afastam a ideia de quadro leve de vias aéreas superiores.
  • Lembre que risco para influenza complicada não se restringe a imunossupressão; doença neurológica e lesão medular também aumentam risco.

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