É frequente haver dilatação pós estenótica da aorta ascenden...
Considerando a estenose aórtica e a radiologia do coração, julgue os próximos itens.
É frequente haver dilatação pós estenótica da aorta ascendente, havendo correlação entre o grau de dilatação e a gravidade da estenose.
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Tema central: A questão aborda a estenose aórtica e, especificamente, a suposta frequência e correlação da dilatação pós-estenótica da aorta ascendente com a gravidade da obstrução valvar.
Justificativa da alternativa correta (E – Errado):
A estenose aórtica caracteriza-se pelo estreitamento da válvula aórtica, que compromete o fluxo do ventrículo esquerdo à aorta. Com isso, pode haver fluxo sanguíneo turbulento após o local da estenose. Esse fenômeno, chamado dilatação pós-estenótica, faz referência a um alargamento da aorta ascendente frequentemente descrito em valvulopatias congênitas (por exemplo, estenose aórtica congênita, principalmente em crianças e jovens com válvula bicúspide).
Porém, não há correlação direta ou frequente reconhecida entre a gravidade da estenose e o grau de dilatação pós-estenótica na população adulta. As principais diretrizes nacionais e internacionais — como a “Atualização das Diretrizes Brasileiras de Valvopatias – 2020” — não consideram a dilatação pós-estenótica como parâmetro diagnóstico essencial, nem como reflexo da gravidade da doença. Segundo o documento, a avaliação da estenose aórtica “baseia-se no gradiente médio transvalvar, velocidade do jato e área valvar aórtica”, não na dilatação da aorta (SBC, 2020).
Assim, afirmar que existe correlação direta e frequência elevada da dilatação pós-estenótica em adultos é incorreto.
Análise crítica das alternativas:
- Alternativa E (gabarito): Correta, pois não há frequência elevada da dilatação pós-estenótica nem sua correlação com a gravidade da estenose, conforme evidências clínicas e diretrizes atuais.
- Alternativa C: Incorreta, pois sobrevaloriza a relevância da dilatação pós-estenótica na estratificação da doença e induz ao erro por desconhecer o que orientam as diretrizes.
Estratégia de prova: Fique atento(a) em questões que sugerem relações diretas “frequentes” ou “proporcionais” entre achados radiológicos e gravidade de valvopatia sem respaldo em diretrizes. Pegadinhas costumam usar termos como “sempre”, “frequentemente” ou “correla diretamente” – busque o respaldo das diretrizes e do raciocínio clínico!
Resumo prático: A dilatação pós-estenótica pode ocorrer, mas não é nem frequente, nem proporcional à gravidade da estenose aórtica em adultos.
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