Menino, 7 meses de idade, apresenta coriza, espirros, obstr...

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Q4195124 Medicina
Menino, 7 meses de idade, apresenta coriza, espirros, obstrução nasal, um pico febril de 37,9 ºC há 3 dias. Hoje está tossindo e com respiração mais rápida, aceita alimentação com pouca redução. Ao exame está corado, hidratado, FC = 120 bpm, FR = 26 mrm, SatO2 92%, tiragem subcostal leve. A ausculta pulmonar apresenta roncos transmitidos da via aérea superior e sibilos esparsos. Ao chorar e tossir, há diminuição dos roncos. O diagnóstico foi de bronquiolite viral aguda.
A conduta adequada ao quadro é
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é a estratificação de gravidade da bronquiolite: o lactente tem quadro típico, está hidratado, aceita alimentação com pouca redução, não apresenta taquipneia, tem apenas tiragem subcostal leve e SatO2 de 92%, sem sinais de insuficiência respiratória importante; nessa situação, a conduta indicada é tratamento de suporte, sem medicações de rotina, sem exames complementares de rotina e sem internação.

Tema central: Bronquiolite viral leve
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe salbutamol inalatório e prednisolona oral em bronquiolite típica leve. Na bronquiolite, a fisiopatologia principal envolve edema, muco e debris em pequenas vias aéreas, e não broncoespasmo reversível predominante como na asma; por isso, broncodilatador e corticoide não têm indicação rotineira. A presença de sibilos no lactente não muda esse raciocínio nem transforma o quadro em crise asmática.
B
Certa
A alternativa B descreve exatamente o manejo indicado na bronquiolite viral aguda leve: medidas de suporte com higiene nasal, oferta fracionada de líquidos/alimentação e posicionamento de conforto. Isso se sustenta porque, na bronquiolite típica sem sinais relevantes de gravidade, o tratamento é predominantemente clínico de suporte. Os achados do caso não indicam insuficiência respiratória importante, desidratação, incapacidade alimentar significativa ou outra complicação que justificasse terapias farmacológicas, exames de rotina ou internação.
C
Errada
Está errada porque radiografia de tórax e hemograma não são exames de rotina na bronquiolite típica diagnosticada clinicamente, sem sinais de complicação, dúvida diagnóstica ou insuficiência respiratória importante. Febre baixa, coriza, tosse, sibilos e roncos transmitidos de via aérea superior compõem um quadro viral típico e não justificam investigação laboratorial ou de imagem para confirmar o diagnóstico.
D
Errada
Está errada porque indica internação e oxigênio por máscara sem que o enunciado descreva critérios clínicos claros para isso, como desconforto respiratório moderado/importante, apneia, piora clínica, desidratação ou incapacidade alimentar relevante. Além disso, fisioterapia respiratória não é recomendada rotineiramente na bronquiolite aguda. O erro é supertratar um quadro classificado como leve.
E
Errada
Está errada por dois motivos independentes: internação não se sustenta pelo grau de gravidade descrito, e adrenalina inalatória com dexametasona oral não são terapias de rotina na bronquiolite típica. Essa alternativa mistura condutas que não têm benefício rotineiro nesse cenário e ainda pressupõe gravidade não demonstrada no caso.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões frequentes: tomar sibilância como indicação de salbutamol e tratar a SatO2 de 92% isoladamente como critério automático de internação, sem integrar estado geral, esforço respiratório e aceitação alimentar.
Dica para questões semelhantes
  • Em bronquiolite típica, decida primeiro pela gravidade clínica: hidratação, aceitação alimentar, esforço respiratório, taquipneia e sinais de exaustão pesam mais que um achado isolado.
  • Se o quadro for leve, pense em suporte: lavagem nasal, hidratação e observação clínica; isso costuma excluir broncodilatador, corticoide, adrenalina e fisioterapia respiratória de rotina.
  • Radiografia e hemograma só entram quando houver complicação, dúvida diagnóstica ou gravidade; bronquiolite típica é diagnóstico clínico.
  • Sibilos no lactente com pródromo viral não significam automaticamente broncoespasmo responsivo a beta-agonista.

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