Rafael, 35 anos, trabalha há 15 anos na indústria de plástic...

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Ano: 2008 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2008 - UFRRJ - Médico do trabalho |
Q2925691 Medicina

Rafael, 35 anos, trabalha há 15 anos na indústria de plástico. Relata que, há mais ou menos 6 anos, vem apresentando crises de asma. Perguntado se, na infância, teve a doença, a resposta foi negativa. Neste caso, o diagnóstico mais provável é

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Tema central: Asma ocupacional: diagnóstico diferencial em Medicina do Trabalho

A questão aborda asma de início na vida adulta em trabalhador de longa data da indústria de plástico. Esse contexto exige discernimento sobre as origens da doença respiratória, fundamental para o exercício do médico do trabalho.

Justificativa da alternativa correta:

Asma ocupacional (Alternativa A) é definida como “obstrução respiratória variável, reversível, desencadeada por agentes específicos do ambiente de trabalho” (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - Asma, Ministério da Saúde). O caso apresentado encaixa-se neste conceito, pois Rafael:

  • Não refere asma na infância (descarta histórico prévio ou hereditário);
  • Trabalha exposto a agentes químicos há anos;
  • Iniciou sintomas após longo tempo de exposição.

Segundo a literatura (MSD Manuals, 2023), cerca de 15% dos casos de asma em adultos são atribuídos ao ambiente ocupacional, especialmente em indústrias plástico, metalúrgicas e químicas.

Alternativas incorretas:

  • B) Asma idiopática:
    O termo refere-se à asma sem causa aparente. No caso, há elo claro com exposição ocupacional, afastando “idiopática”.
  • C) Asma alérgica:
    Apesar de muitos casos de asma serem alérgicas, exige presença de atopia prévia. Não é sugerido no enunciado, e o vínculo ocupacional é fator predominante.
  • D) Asma de caráter hereditário e E) Asma familiar:
    Exigem histórico familiar ou pessoal na infância, inexistente aqui. Estes diagnósticos são inadequados frente ao relato fornecido.

Pegadinhas e detalhes sutis:

Observe termos como “trabalha há 15 anos” e “crises há 6 anos”, além da negativa para asma na infância. Tais informações levam ao raciocínio ocupacional. Atenção a alternativas com palavras amplas como “idiopática”, que podem parecer corretas, mas não se aplicam diante de causa evidente.

Diretrizes oficiais, como o PCDT para Asma (Ministério da Saúde, 2023) e o Manual de Doenças Relacionadas ao Trabalho, destacam:
“Asma ocupacional: considerar diante de sintomas respiratórios novos após exposição profissional.”

Conclusão: O reconhecimento da origem ocupacional da asma viabiliza encaminhamento e condutas protetivas dentro da Medicina do Trabalho, impactando positivamente na saúde do trabalhador.

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