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Q3576978 Enfermagem
Durante o atendimento a um paciente vítima de trauma cranioencefálico, a professora de estágio pergunta aos seus alunos (futuros enfermeiros) quais sinais são necessários para identificar e/ou descartar a presença da Tríade de Cushing. Nesse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:


I. A Tríade de Cushing, caracterizada por hipertensão arterial, bradicardia e bradipneia, indica a presença de hipertensão intracraniana.

PORQUE

II. À medida que a pressão intracraniana aumenta, o organismo eleva a pressão arterial para manter o fluxo sanguíneo cerebral, enquanto a compressão do tronco encefálico provoca a diminuição da frequência cardíaca e a desregulação do centro respiratório.


A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas

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Tema central: Tríade de Cushing em trauma cranioencefálico indica hipertensão intracraniana (HIC) avançada e iminente compressão do tronco encefálico. A tríade é composta por hipertensão arterial, bradicardia e alteração respiratória (clássico: bradipneia/respiração irregular).

Gabarito: Alternativa A.

Justificativa: A asserção I é verdadeira: a tríade sinaliza HIC importante. A asserção II descreve o reflexo de Cushing: quando a PIC sobe, o organismo eleva a PA para manter a pressão de perfusão cerebral (PPC = PAM – PIC); o aumento da PA estimula barorreceptores, gerando bradicardia; a compressão do tronco desregula o centro respiratório, levando a bradipneia/respiração irregular. Portanto, II explica adequadamente I. Evidência: ATLS 11ª ed.; Brain Trauma Foundation (BTF) 4ª ed.; Harrison’s 21ª ed.; UpToDate.

Como interpretar na prova: Ao ver “hipertensão + bradicardia + alteração respiratória”, pense imediatamente em HIC tardia. Cuidado com a pegadinha: não confundir com Síndrome de Cushing (endócrina) nem com sinais de choque (que cursam com hipotensão e taquicardia, o oposto).

Diagnóstico prático: Em TCE, suspeite de HIC com cefaleia, vômitos, rebaixamento do Glasgow, anisocoria, papiledema (tardio) e a tríade. Confirmação e investigação com TC de crânio sem contraste; em TCE grave, considerar monitorização de PIC (BTF).

Conduta resumida (se presente HIC/risco): Cabeceira a 30°, alinhamento cervical, analgesia e sedação, normocapnia (hiperventilação apenas como medida ponte em herniação), osmoterapia (manitol ou solução salina hipertônica), controle rigoroso da PA e da oxigenação, correção de hipertermia/hiponatremia. Diretrizes: ATLS; BTF.

Análise das alternativas incorretas:

B) Diz que I é verdadeira e II é falsa. Errado: a explicação fisiopatológica da II é exata e consagrada.

C) I falsa e II verdadeira. Errado: a tríade é, sim, indicativa de HIC avançada; não é precoce, mas é verdadeira.

D) Ambas verdadeiras, mas II não justifica I. Errado: a II descreve precisamente o mecanismo que leva à tríade.

E) Ambas falsas. Errado por motivos já descritos.

Pontos-chave para memorizar: PA↑ para manter PPC; barorreflexo → FC↓; compressão do tronco → respiração irregular/bradipneia. Sinal tardio e de gravidade.

Referências: ATLS 11ª ed. (ACS); Brain Trauma Foundation, 4th Ed. Guidelines for Severe TBI; Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.; UpToDate, “Elevated intracranial pressure”.

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A tríade de Cushing apresenta um padrão caracterizado por bradicardia, arritmia respiratória e hipertensão arterial 

E representa o aumento da PIC

GAB: A

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