A partir de meados da década de 1970, tornou-se cada vez mais
evidente que o regime fordista de acumulação, que havia
sustentado o crescimento das economias capitalistas no período
do pós-guerra, começava a apresentar sinais de esgotamento.
Esse processo esteve associado à emergência de novas formas
de acumulação capitalista, frequentemente descritas como
pós-fordismo. Assim, a crise do fordismo não representou o
colapso do capitalismo industrial, mas, sim, uma transformação
profunda em suas formas de organização e de funcionamento.
As mudanças ocorridas a partir desse período reconfiguraram as
relações entre produção, trabalho, tecnologia e consumo,
influenciando, de maneira decisiva, a dinâmica econômica e
social do capitalismo contemporâneo.
Nesse contexto, uma característica central da transição para o
chamado pós-fordismo foi a
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