A investigação de um surto é uma das aplicações mais freque...

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Q3909530 Saúde Pública
A investigação de um surto é uma das aplicações mais frequentes da epidemiologia de campo. Acerca dos passos metodológicos corretos para essa investigação, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O primeiro passo da investigação é confirmar a ocorrência do surto, o que envolve duas tarefas: verificar o diagnóstico dos casos notificados e comparar a incidência observada com a esperada.
(__)A definição operacional de caso deve ser estabelecida, podendo ser modificada durante a investigação para priorizar a sensibilidade na fase inicial (detectar todos os casos) e a especificidade na fase avançada (confirmar os casos reais).
(__)A etapa de epidemiologia descritiva (caracterizar tempo, lugar e pessoa) deve ser realizada somente após a conclusão da etapa analítica (estudo de caso-controle), pois os dados analíticos são necessários para gerar a curva epidêmica.
(__)A geração de hipóteses e a adoção de medidas de controle imediato devem aguardar a confirmação laboratorial do agente etiológico, mesmo em surtos de fonte comum evidente.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A decisão dependia de identificar a sequência correta dos passos da investigação de surtos: confirmação inicial do surto, definição de caso ajustável e descrição epidemiológica antes da análise, o que leva ao gabarito A.

Tema central: investigação de surtos
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está certa porque corresponde ao procedimento clássico da epidemiologia de campo. O item 1 é verdadeiro: confirmar a ocorrência do surto envolve verificar o diagnóstico dos casos e comparar a incidência observada com a esperada. O item 2 também é verdadeiro: a definição operacional de caso é instrumento de investigação e pode ser refinada ao longo do processo, com maior sensibilidade no início e maior especificidade depois. O item 3 é falso porque a epidemiologia descritiva vem antes da analítica e é ela que subsidia a formulação de hipóteses e a construção da curva epidêmica. O item 4 é falso porque, havendo evidência clínica e epidemiológica suficiente, medidas de controle e geração de hipóteses não precisam aguardar obrigatoriamente a confirmação laboratorial do agente.
B
Errada
Está errada porque marca o item 1 como falso, mas a confirmação inicial do surto realmente inclui verificar diagnóstico e excesso de casos em relação ao esperado. Também marca o item 4 como verdadeiro, contrariando a regra de que medidas de controle podem ser iniciadas antes da confirmação laboratorial quando a situação já justifica ação imediata.
C
Errada
Está errada porque inverte todos os pontos centrais: trata os itens 1 e 2 como falsos, embora ambos estejam de acordo com o procedimento correto, e trata os itens 3 e 4 como verdadeiros, embora o item 3 troque a ordem entre epidemiologia descritiva e analítica e o item 4 imponha espera indevida por confirmação laboratorial.
D
Errada
Está errada porque, embora mantenha o item 1 como verdadeiro e o item 4 como falso, erra os itens 2 e 3. O item 2 está correto, pois a definição de caso pode ser modificada durante a investigação; e o item 3 está incorreto no enunciado, porque a etapa descritiva não ocorre depois da analítica, mas antes dela.
Pegadinha da questão
A questão explorou confusões clássicas: achar que a definição de caso é fixa, inverter a ordem entre epidemiologia descritiva e analítica e supor que medidas de controle só podem começar após confirmação laboratorial.
Dica para questões semelhantes
  • Em investigação de surtos, confirme primeiro se há surto real e se os diagnósticos são válidos, comparando ocorrência observada com a esperada.
  • Trate a definição operacional de caso como instrumento ajustável da investigação, não como fórmula imutável.
  • Use a descrição por tempo, lugar e pessoa antes da etapa analítica, porque ela orienta hipóteses e a curva epidêmica.
  • Não exija confirmação laboratorial como condição absoluta para agir quando a evidência epidemiológica já sustenta medidas imediatas.

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