Apesar de mantida em níveis endêmicos, a doença de Chagas ai...
Apesar de mantida em níveis endêmicos, a doença de Chagas ainda preocupa os serviços de vigilância em saúde devido às suas formas não peculiares de transmissão; analise-as.
I. Transmissão transfusional.
II. Transmissão alimentar.
III. Veiculação hídrica.
Está(ão) correta(s) a(s) alternativa(s)
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Interpretação do enunciado:
A questão explora as formas não tradicionais (ou não vetoriais) de transmissão da doença de Chagas, exigindo análise de quais delas estão corretas, com base nos conhecimentos de vigilância em saúde pública e nas normas do SUS.
Legislação Aplicável:
A Lei nº 8.080/90, em seu art. 6º, §1º, III, inclui as ações de saúde do trabalhador e vigilância epidemiológica no campo de atuação do SUS, abordando medidas para controlar doenças como a de Chagas, inclusive por vias não usuais.
"Art. 6º (…) §1º - A execução de ações: I - de vigilância sanitária; II - de vigilância epidemiológica; III - de saúde do trabalhador…"
Explicação do Tema:
A doença de Chagas tradicionalmente é transmitida pelo vetor triatomíneo (“barbeiro”), mas a vigilância moderna alerta para mecanismos alternativos (“não peculiares”) como transfusão sanguínea, consumo de alimentos contaminados e ingestão de água contaminada.
Exemplo prático:
Ex: Um trabalhador rural adquire Chagas ao ingerir suco contaminado com fezes do barbeiro – caso de transmissão alimentar – ou ao receber uma transfusão de sangue contaminado.
Justificativa da Alternativa Correta (A):
Todas as formas listadas – transfusão (I), alimentar (II) e veiculação hídrica (III) – são reconhecidas pela literatura e pelas diretrizes do Ministério da Saúde como formas não vetoriais de transmissão da doença de Chagas. Portanto, a alternativa A (I, II e III) está correta.
Análise das Alternativas Incorretas:
- B (I, apenas): Incorreta, pois desconsidera as outras vias reconhecidas pela epidemiologia moderna.
- C (I e II, apenas): Incorreta, pois ignora a veiculação hídrica, já documentada em surtos regionais.
- D (II e III, apenas): Incorreta, pois a transfusão permanece como relevante mecanismo de preocupação para a saúde pública.
Pegadinha: Não se deve restringir a transmissão ao barbeiro, nem ignorar vias secundárias; a leitura atenta aos termos "não peculiares" é determinante.
Doutrina e Jurisprudência:
Segundo José Cândido de Albuquerque (“Direito Sanitário: Fundamentos e Perspectivas”), políticas públicas para Chagas devem focar as formas alternativas. O STF, na ADI 1.923-DF, reconhece a competência da União para normatizar vigilância epidemiológica.
Conclusão: A alternativa correta é a A. Leitura cuidadosa e domínio de epidemiologia são essenciais para questões deste tipo.
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