Durante décadas, o ensino de Língua Portuguesa desenvolvido ...

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Q2005318 Pedagogia
Durante décadas, o ensino de Língua Portuguesa desenvolvido em nossas escolas limitou -se à análise e à classificação de termos gramaticais, o que constituía o dialeto de prestígio. Com base nessa linha metodológica, a didática do ensino da língua estava voltada à memorização e à classificação de nomenclaturas. Partindo desse pressuposto, percebemos que o ensino de Língua Portuguesa ocorria em função do reconhecimento das normas e regras, o que constituía o padrão mais prestigiado pela sociedade (SOARES, 1998). É correto afirmar que:

I - A partir da década de 80, ocorre um intenso desenvolvimento de diversos estudos e pesquisas na Área de Língua Portuguesa. Tais estudos tinham como objetivo alterar as práticas didático-pedagógicas do ensino dessa disciplina e, sobretudo, propor uma nova forma de conceber o ensino de Língua Portuguesa.
II - A linguagem passa a ser concebida como recurso de interação social e, acima de tudo, atrelada a propósitos comunicativos.
III - A língua passa a ser percebida como atividade social, em constante uso comunicativo. Assim, a função do ensino da gramática limita-se à estrutura da língua, mas também não abrange o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno e não mais levá-lo a produzir respostas corretas. 
Alternativas

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Alternativa correta: D - Apenas a I e a II estão corretas.

O tema central da questão aborda a evolução do ensino de Língua Portuguesa no Brasil, especialmente a partir da década de 1980. A questão explora a transição de um enfoque puramente gramatical para uma abordagem comunicativa e interativa da língua.

Resumo Teórico: Tradicionalmente, o ensino de Língua Portuguesa era focado na memorização de regras gramaticais e na classificação de termos. No entanto, a partir dos anos 80, houve uma profunda mudança pedagógica. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a língua passou a ser vista como uma ferramenta de interação social, e o ensino passou a enfatizar o uso comunicativo e a adequação ao contexto social.

Fontes como SOARES (1998) e os PCN são fundamentais para entender essa transição, ressaltando a importância de educar estudantes para serem competentes comunicadores, além de simplesmente conhecerem as regras gramaticais.

Análise das alternativas:

I - Correta. A alternativa destaca o surgimento de novos estudos e pesquisas que mudaram as práticas pedagógicas, alinhando-se com a história das transformações educacionais da Língua Portuguesa.

II - Correta. Reflete a visão contemporânea de que a língua é um instrumento de interação social. A linguagem é entendida como um meio para propósitos comunicativos, o que está em consonância com o que preconizam os PCN.

III - Incorreta. Apesar de reconhecer a língua como uma atividade social, a afirmação de que a gramática não abrange o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno é enganosa. Na verdade, o ensino da gramática deve justamente apoiar o desenvolvimento dessa competência, integrando estrutura e uso.

Para interpretar questões como essa, é importante atentar-se a mudanças históricas no ensino, associar conceitos teóricos a práticas pedagógicas modernas e identificar inconsistências nas alternativas. Isso ajuda a evitar pegadinhas e fortalece a segurança ao responder.

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