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O uso do texto apenas como “pretexto” é uma das práticas mais criticadas do ensino tradicional de gramática.
Uma explicação para tal crítica relaciona-se com o seguinte fator principal, exposto no 6º parágrafo:
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a relação explicativa entre trechos do próprio texto: “o texto é usado, normalmente, apenas como “pretexto” para se extraírem dele os elementos analisados; [...] fragmentação entre os eixos de ensino, as aulas de gramática não se relacionam necessariamente com as de leitura e de produção textual”. Como o comando pede o fator principal exposto no 6º parágrafo, a resposta correta é a alternativa A, pois a separação entre gramática, leitura e produção textual explica o uso do texto como mero suporte.
- Quando o comando mencionar um parágrafo específico, restrinja a resposta ao critério textual explicitado nele.
- Diferencie traço geral do método de causa diretamente ligada ao problema perguntado.
- Em questões de interpretação, procure a relação semântica entre dois trechos antes de escolher a alternativa mais genérica.
- Se o texto opõe dois modelos de ensino, use o contraste para identificar o elemento que realmente explica a crítica.
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Comentários
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Alternativa Correta: A
Justificativa
- A prática de utilizar o texto estritamente como "pretexto" fundamenta-se na fragmentação entre os eixos de ensino (leitura, produção textual e análise gramatical).
- Quando o texto deixa de ser o lugar da interlocução situada e passa a ser visto apenas como um banco de dados para extração de frases e palavras, os eixos curriculares tornam-se estanques e desconectados das reais necessidades comunicativas dos alunos, marca clássica do ensino tradicional combatida pela perspectiva da Análise Linguística.
Resumo do Assunto
- O texto aborda as diferentes abordagens do ensino de gramática na língua materna (prescritiva, descritiva e produtiva/reflexiva), contrapondo o ensino tradicional (baseado na metalinguagem, na memorização de regras, na norma-padrão rígida e na fragmentação dos eixos de ensino) à prática de Análise Linguística (AL).
- A AL defende uma concepção de língua como ação situada, integrando a gramática às condições de produção, aos gêneros textuais e aos efeitos de sentido em textos reais.
Distrator da Banca
- O principal distrator presente na questão é a Alternativa D (preferência pelos exercícios estruturais).
- A banca a utiliza porque os exercícios estruturais e de identificação/classificação morfossintática também ocorrem de forma paralela no ensino tradicional; no entanto, o conceito de usar o texto como "pretexto" está diretamente ligado à desarticulação sistêmica e metodológica entre as aulas de gramática e as de leitura/escrita, e não apenas ao tipo de exercício de treinamento executado na ponta.
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