Define-se desprescrição de medicamentos como o processo de i...
Gabarito comentado
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Tema central: Desprescrição em idosos é a revisão sistemática para reduzir/suspender fármacos supérfluos ou potencialmente inapropriados, priorizando segurança, funcionalidade e metas do paciente. Critérios de Beers (AGS 2023) e STOPP/START (v3) orientam identificar medicamentos de maior risco.
Alternativa correta: B – Quedas
Por quê? Quedas são um “evento sentinela” em geriatria que exige revisão imediata da farmacoterapia. Diversos fármacos aumentam o risco de queda por sedação, hipotensão ortostática, efeitos anticolinérgicos ou hipoglicemia: benzodiazepínicos e Z-drugs, antipsicóticos, opioides, antidepressivos (especialmente tricíclicos), anticolinérgicos, anti-hipertensivos em excesso, hipoglicemiantes, e polifarmácia em geral. Diretrizes AGS Beers 2023, STOPP/START e recomendações Choosing Wisely/UpToDate destacam a desprescrição após queda, visando reduzir recorrência, fraturas e hospitalizações.
Estratégia clínica: Após uma queda, revisar todas as medicações: identificar fármacos de alto risco, checar PA ortostática, função renal, duplicidades, dose acima do necessário e tempo de uso. Planejar redução gradual quando indicado (ex.: BZD) e substituir por opções mais seguras (ex.: medidas não farmacológicas para insônia/ansiedade; ajuste de anti-hipertensivo).
Análise das incorretas
A – Custo do tratamento: Importante para adesão, porém é um fator econômico, não clínico-sentinel. Pode motivar troca por alternativa acessível, mas não caracteriza por si só necessidade de desprescrição por risco.
C – Falta do medicamento na UBS: Problema de acesso/gestão. A conduta é buscar substituto equivalente ou logística de fornecimento. Não é critério clínico para desprescrever.
D – Estabilidade clínica: Estabilidade pode permitir “step-down” em algumas condições (ex.: suspender IBP após tempo adequado), mas não é um alarme para desprescrição. Ao contrário, estabilidade tende à manutenção do que está funcionando, salvo ausência de indicação atual.
E – Prescrição fora de diretrizes: Deve gerar revisão crítica, mas “fora de diretriz” é amplo: há usos off-label com boa evidência ou necessidades individualizadas (p.ex., cuidados paliativos). Nem toda divergência implica desprescrever; já uma queda é associação robusta com dano medicamentoso e demanda ação imediata.
Dica de prova: Em questões de desprescrição, priorize sinais de dano ou alto risco: quedas, delirium, hipotensão ortostática, sangramento, hipoglicemia, declínio cognitivo/funcional. Esses termos costumam indicar a alternativa correta.
Referências essenciais: AGS Beers Criteria 2023; STOPP/START v3 (2023); Deprescribing.org algoritmos; UpToDate – Deprescribing in older adults.
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