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Q3455852 Medicina
Assinale a alternativa em que constem as vacinas recomendadas rotineiramente para os idosos, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações.
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Tema central: Vacinação de rotina no idoso (≥60 anos). Devido à imunossenescência, algumas vacinas são prioritárias para prevenir formas graves: tétano/difteria/coqueluche (dT/dTpa), pneumocócicas, herpes zoster, além de influenza anual e COVID-19 (reforços). Referência: SBIm – Calendário do Adulto e Idoso 2024/2025 e Ministério da Saúde/PNI.

Alternativa correta: DTétano, difteria, coqueluche (dT/dTpa): reforço a cada 10 anos, garantindo ao menos uma dose de dTpa na vida para proteção contra coqueluche. Herpes zoster (vacina recombinante): 2 doses (0 e 2–6 meses), indicada rotineiramente para idosos, por alta carga de complicações. Pneumo 20 (conjugada): dose única é esquema preferencial na rotina do idoso; alternativa é PCV15 seguida de PPSV23 (intervalo recomendado). Essas indicações constam na SBIm 2024/2025 e em revisões como UpToDate.

Por que é a melhor escolha? Todos os imunizantes listados em D são rotineiros para idosos segundo a SBIm. A alternativa não precisa ser exaustiva (influenza e COVID-19 também são rotina), mas não contém vacinas inadequadas.

Análise das incorretas

A) Inclui dengue, que não é recomendada rotineiramente para idosos; a vacina disponível (TAK-003) tem uso direcionado a faixas etárias e contextos específicos, não compondo rotina do idoso. Herpes zoster e COVID-19 são corretas, mas a presença de dengue invalida a alternativa.

B) Influenza é rotina; porém hepatite A não é rotineira no idoso (apenas em situações de risco/indicadas). PPSV23 isolada não é o esquema preferencial; a SBIm prioriza PCV20 dose única (ou PCV15→PPSV23).

C) Hepatite B é indicada para não vacinados/suscetíveis, mas tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) não é rotina no idoso; é reservada a suscetíveis em situações específicas. PCV20 é correta, mas a presença de MMR e a ausência de vacinas-chave de rotina (p.ex., dT/dTpa) tornam a opção inadequada.

E) Meningocócica conjugada não é rotina no idoso (apenas em risco/exposição). Vírus sincicial respiratório (VSR): ainda não integra a rotina da SBIm para todos os idosos. Hepatite C: não existe vacina — pegadinha clássica.

Estratégia de prova: Para idoso, memorize o “núcleo duro” de rotina: dT/dTpa (reforços), pneumocócica conjugada (preferir PCV20), herpes zoster recombinante, influenza anual e COVID-19 (reforços). Desconfie de opções com vacinas inexistentes (hepatite C), PPSV23 isolada, MMR em rotina ou dengue para idosos.

Referências: SBIm – Calendário do Adulto e Idoso 2024/2025; Ministério da Saúde/PNI – imunizações do idoso; UpToDate – Immunizations in older adults.

Gabarito: D

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