Considerando a osteoporose, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: Osteoporose é uma doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura, levando a maior risco de fraturas por fragilidade. Nas mulheres, a perda óssea acelera após a menopausa pela queda de estrogênio, o que eleva a incidência a partir dos 50 anos.
Alternativa correta: B – Nas mulheres, a incidência aumenta após os 50 anos. Justificativa: o hipoestrogenismo pós-menopausa intensifica a reabsorção óssea, elevando rapidamente fraturas vertebrais e de quadril. Dados de referências como Harrison’s, UpToDate e diretrizes da Endocrine Society e SBEM confirmam que o salto de incidência ocorre no pós-menopausa (tipicamente ≥50 anos).
Análise das incorretas
A – “Mais comum em homens”: falso. A osteoporose é mais prevalente em mulheres; risco de fratura por fragilidade ao longo da vida é maior nelas (aprox. 40% mulheres vs 13–20% homens). A queda estrogênica explica a diferença (Harrison’s; IOF).
C – “Nos homens também aumenta após os 50”: parcialmente sedutora, porém incorreta para concursos. Nos homens a perda óssea é mais lenta e a incidência clinicamente relevante de fraturas sobe mais tardiamente, em geral após 65–70 anos (UpToDate; Endocrine Society). A afirmação iguala perfis etários masculino e feminino, o que não é verdadeiro.
D – “Aumenta morbidade, mas não mortalidade”: falso. Fraturas de quadril e vertebrais aumentam mortalidade, sobretudo no primeiro ano (≈20–30% após fratura de quadril), além de complicações como tromboembolismo e infecções (Harrison’s; SBEM/SBR).
E – “Fraturas não aumentam morbidade”: falso. Há dor crônica, cifose, perda de estatura, limitação funcional, depressão, institucionalização e maior risco de novas fraturas.
Estratégia de prova: Atenção aos marcadores etários e às diferenças entre sexos. Regra prática: “mulher ≥50 (pós-menopausa) = risco sobe; homem = subida mais tardia”. E memorize: fratura osteoporótica aumenta morbidade e mortalidade.
Clínica útil: Diagnóstico por DXA (T-score ≤ −2,5) ou fratura de fragilidade. Avalie risco com FRAX. Rastreamento: mulheres ≥65 anos (ou <65 com risco); homens ≥70 ou com fatores de risco (USPSTF/Endocrine Society/SBEM). Tratamento: cálcio, vitamina D, exercícios com impacto/força; farmacoterapia com bisfosfonatos ou denosumabe; casos selecionados com anabólicos (teriparatida/abaloparatida).
Gabarito: B.
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