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Q4342015
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A história da enfermagem está sendo pesquisada
continuamente e tem se concentrado, sobretudo,
em eventos e processos importantes relacionados à
profissionalização e pouco à práxis de enfermagem. No
entanto, a teorização que sustenta a práxis e teve início com
a divulgação do Livro de Florence Nightingale, “Notes on
Nursing”, como marco histórico, foi desenvolvida em torno
de conceitos complexos, transversais e tangenciais como o
cuidado e o cuidar, que foram expressos, experienciados e
comunicados de diferentes maneiras ao longo do tempo.
Por muitas décadas, o cuidado de enfermagem
foi associado às práticas religiosas de caridade, amor ao
próximo e doação. Porém, com a evolução da Enfermagem
enquanto ciência, novas concepções sobre o cuidar
em enfermagem foram desvendadas e trabalhadas sob
múltiplos olhares e interfaces com as dimensões física,
social, cultural, técnica, espiritual, econômica e emocional.
Esses avanços têm resultado no aperfeiçoamento dos
saberes e práxis em enfermagem. Desde Nightingale, o
cuidar em enfermagem pediátrica vem sendo flexibilizado
e individualizado em função das necessidades de
cada criança e família. Assim, o ato de cuidar deve ser
compreendido como um processo relacional que gera
grande envolvimento emocional.
Muitas vezes, na prática de enfermagem, é preciso
garantir suporte emocional, tranquilidade, delicadeza,
amabilidade, simpatia, bom humor e paciência. Nesse
contexto, cabe ao enfermeiro atuar na perspectiva das
emoções, pois a emocionalidade intensa e o sofrimento
são inerentes ao processo saúde‑doença, assim como tal
perspectiva é requerida na experiência de cuidar. Desse
modo, o cuidado emocional em pediatria ocorre quando
há intencionalidade terapêutica na dádiva de afeto no
cuidar e na gestão das emoções dos clientes, promovendo
um ambiente seguro e afetuoso, bem como estabilidade
na relação terapêutica. Esta só é possível quando se está
emocionalmente disponível para cuidar.
Diante dessas ponderações, uma reflexão sobre
a evolução do cuidar em enfermagem pediátrica sob a
perspectiva das emoções, desde as concepções pioneiras
de Florence Nightingale até a atualidade, se faz necessária
para melhor compreensão da ligação entre o cuidar e a
dimensão emocional em enfermagem, visando às melhores
práticas na atenção à saúde das crianças e de suas famílias.
Internet: <scielo.br> (com adaptações).
Ao caracterizar a transformação histórica do cuidado em
enfermagem, o texto estabelece uma relação semântica
entre a concepção tradicional do cuidado e a sua
concepção científica contemporânea. Considerando essa
relação, assinale a opção que apresenta a interpretação
correta do sentido produzido pela oposição construída no
parágrafo “Por muitas décadas, o cuidado de enfermagem
foi associado às práticas religiosas de caridade, amor ao
próximo e doação. Porém, com a evolução da Enfermagem
enquanto ciência, novas concepções sobre o cuidar
em enfermagem foram desvendadas e trabalhadas sob
múltiplos olhares e interfaces com as dimensões física,
social, cultural, técnica, espiritual, econômica e emocional.
Esses avanços têm resultado no aperfeiçoamento dos
saberes e práxis em enfermagem. Desde Nightingale, o
cuidar em enfermagem pediátrica vem sendo flexibilizado
e individualizado em função das necessidades de
cada criança e família. Assim, o ato de cuidar deve ser
compreendido como um processo relacional que gera
grande envolvimento emocional.”.