Home Concursos Públicos Questões Q1959066 O eu lírico manifesta-se explicitamente no poema em: Próximas questões Com base no mesmo assunto Q1959066 Português Interpretação de Textos , Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto , Ano: 2022 Banca: FCC Órgão: TRT - 9ª REGIÃO (PR) Prova: FCC - 2022 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal | Q1959066 Português Texto associado Atenção: Para responder à questão, considere o poema “O que passou passou?” do escritor curitibano Paulo Leminski. 1 Antigamente, se morria. 1907, digamos, aquilo sim é que era morrer. Morria gente todo dia, e morria com muito prazer, já que todo mundo sabia que o Juízo, afinal, viria, e todo mundo ia renascer. Morria-se praticamente de tudo. 10 De doença, de parto, de tosse. E ainda se morria de amor, como se o amar morte fosse. Pra morrer, bastava um susto, um lenço no vento, um suspiro e pronto, lá se ia nosso defunto para a terra dos pés juntos. Dia de anos, casamento, batizado, morrer era um tipo de festa, uma das coisas da vida, 20 como ser ou não ser convidado. O escândalo era de praxe. Mas os danos eram pequenos. Descansou. Partiu. Deus o tenha. Sempre alguém tinha uma frase que deixava aquilo mais ou menos. Tinha coisas que matavam na certa. Pepino com leite, vento encanado, praga de velha e amor mal curado. Tinha coisas que tem que morrer,30 tinha coisas que tem que matar. A honra, a terra e o sangue mandou muita gente praquele lugar. Que mais podia um velho fazer, nos idos de 1916, a não ser pegar pneumonia, deixar tudo para os filhos e virar fotografia? Ninguém vivia pra sempre. Afinal, a vida é um upa. 40 Não deu pra ir mais além. Mas ninguém tem culpa. Quem mandou não ser devoto de Santo Inácio de Acapulco, Menino Jesus de Praga? O diabo anda solto. Aqui se faz, aqui se paga. Almoçou e fez a barba, tomou banho e foi no vento. Não tem o que reclamar. 50 Agora, vamos ao testamento. Hoje, a morte está difícil. Tem recursos, tem asilos, tem remédios. Agora, a morte tem limites. E, em caso de necessidade, a ciência da eternidade inventou a criônica. Hoje, sim, pessoal, a vida é crônica. (LEMINSKI, Paulo. Toda poesia, 2013) O eu lírico manifesta-se explicitamente no poema em: Alternativas A Morria-se praticamente de tudo. / De doença, de parto, de tosse. (versos 9 e 10) B 1907, digamos, aquilo sim / é que era morrer. (versos 2 e 3) C E ainda se morria de amor, / como se o amar morte fosse. (versos 11 e 12) D Almoçou e fez a barba, / tomou banho e foi no vento. (versos 47 e 48) E O escândalo era de praxe. / Mas os danos eram pequenos. (versos 21 e 22) Responder Incorreta. Gabarito oficial da banca: Errou um tema comum da banca? Veja o que mais costuma cair no Raio-X. Ver raio-X teste Parabéns! Você acertou! Essa questão segue o padrão da banca! Veja o que mais costuma cair. Ver raio-X teste Ficou com dúvidas? Gabarito Comentado (1) Aulas (1) Comentários (5) Estatísticas Cadernos Criar anotações Notificar Erro Salvar novo filtro Nome do novo filtro