No que se refere à pericardite, assinale a alternativa correta.
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Tema central: Pericardite aguda é a inflamação do pericárdio, frequentemente de origem viral, caracterizada por dor torácica, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas. O conhecimento dos marcadores de alto risco é essencial para reconhecer pacientes que demandam hospitalização e avaliação intensiva.
Alternativa correta: C) São marcadores de alto risco da pericardite aguda: elevação de enzimas de necrose miocárdica; febre acima de 38°C; e leucocitose.
Segundo a I Diretriz Brasileira de Miocardites e Pericardites (SBC, 2013, p. 9), “a presença de febre persistente (acima de 38ºC), leucocitose ou elevação de enzimas de necrose miocárdica indica maior gravidade e necessidade de hospitalização”. Além disso, a elevação de marcadores de necrose miocárdica sugere envolvimento simultâneo do miocárdio (miopericardite), o que aumenta o risco de complicações.
Raciocínio clínico: Esses achados refletem maior inflamação e risco de evolução desfavorável, como tamponamento cardíaco e insuficiência cardíaca. Por isso, identificar esses marcadores muda a conduta, exigindo monitoramento ampliado e terapêutica agressiva.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. Embora enterovírus sejam uma causa comum em imunocompetentes, não há relação direta com imunodeprimidos; nesses, herpesvírus e agentes oportunistas são mais prevalentes.
B) Errada. A pericardite precoce pós-infarto ocorre por inflamação direta. A de base autoimune (síndrome de Dressler) é tardia, geralmente após semanas.
D) Errada. O BNP eleva-se mais em insuficiência cardíaca e não possui valor diagnóstico na pericardite aguda. O diagnóstico é clínico e laboratorial, não dependente do BNP.
E) Errada. A sorologia viral geralmente não é recomendada, pois o diagnóstico é clínico e raramente a identificação viral muda a conduta (I Diretriz..., p. 10).
Estratégia de prova: Atenção às expressões-chave como “marcadores de alto risco”. Busque nos enunciados alterações gerais sistêmicas (febre alta, leucocitose) ou sinais de envolvimento miocárdico – frequentemente associados a gravidade nas doenças cardíacas.
Conclusão: O domínio dos critérios de gravidade e hospitalização na pericardite aguda é essencial na atuação médica e frequentemente cobrado em concursos públicos na área de cardiologia. Saber diferenciar o quadro viral comum de situações potencialmente graves pode salvar vidas e é exigido no SUS.
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