Um centro de equitação com plantel residente de 28 equinos ...

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Q3909835 Veterinária
Um centro de equitação com plantel residente de 28 equinos passou a registrar aumento significativo de casos de doença respiratória febril aguda nos 30 dias subsequentes à realização de três eventos equestres consecutivos com participação de equipes externas. Dados da investigação: não houve alteração na formulação das dietas, no manejo alimentar ou na densidade de lotação das baias; os animais residentes possuíam calendário vacinal atualizado para influenza equina e herpesvírus; os eventos envolveram aproximadamente 65 equinos visitantes provenientes de diferentes estados; temperatura ambiental e umidade relativa do ar mantiveram-se dentro dos padrões históricos do período. Considerando os princípios de biossegurança, controle sanitário e epidemiologia em estabelecimentos equestres, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o nexo epidemiológico de introdução infecciosa por trânsito animal e falha de biossegurança: houve aumento de síndrome respiratória febril aguda logo após três eventos com entrada de cerca de 65 equinos de diferentes origens, sem mudança de dieta, lotação ou clima; isso aponta para ausência de barreira sanitária, especialmente falta de quarentena/segregação e possível compartilhamento de fômites, o que sustenta a alternativa C.

Tema central: Biossegurança e surtos respiratórios em equinos
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque estabilidade ambiental, nutricional e de lotação não exclui introdução de agente infeccioso novo. Pelo padrão temporal do surto, o dado mais forte não é endemia do plantel, e sim exposição recente a numerosos equinos externos de múltiplas origens. O erro médico é tratar controle de fatores zootécnicos como se anulasse risco biológico relacionado ao trânsito animal.
B
Errada
Está errada porque o estresse do transporte e da aglomeração pode atuar como fator predisponente, mas não é a explicação epidemiológica principal do aumento de casos no plantel residente diante da entrada repetida de animais externos sem barreiras sanitárias explícitas. A alternativa supervaloriza reativação latente e deixa em segundo plano a fonte mais consistente de introdução e disseminação infecciosa.
C
Certa
A alternativa C é a única que identifica o mecanismo epidemiológico compatível com o surto descrito. Em estabelecimentos equestres, movimentação de animais entre propriedades/eventos, contato entre grupos de origem distinta e compartilhamento de pessoas, equipamentos e instalações sem isolamento são vias clássicas de introdução e propagação de agentes respiratórios infecciosos. O enunciado ainda afasta explicações baseadas em mudança de manejo nutricional, densidade ou ambiente, reforçando que o problema central foi quebra de biossegurança. Além disso, vacinação atualizada reduz risco e gravidade, mas não impede obrigatoriamente infecção e disseminação em cenário de alta exposição.
D
Errada
Está errada porque a ocorrência de doença respiratória após eventos com equinos externos não caracteriza obrigatoriamente falha vacinal. Pela base, vacinação atualizada não garante bloqueio completo da infecção ou da circulação, e surtos podem ocorrer por alta pressão de exposição, diferença antigênica, janela imunológica ou simples introdução de agente apesar da imunização. Portanto, não há fundamento para concluir necessidade de substituir imunobiológicos ou revisar o protocolo apenas com esses dados.
Pegadinha da questão
A banca tenta induzir duas confusões: achar que manejo e ambiente estáveis excluem causa infecciosa e assumir que vacinação em dia torna qualquer surto prova de falha vacinal. O dado que supera ambas é a entrada recente de muitos equinos externos, que aponta para falha de biossegurança.
Dica para questões semelhantes
  • Em surto após evento com trânsito animal, priorize o nexo temporal com entrada de animais externos antes de atribuir causa a manejo, clima ou nutrição.
  • Quarentena, segregação e controle de fômites são medidas centrais quando há mistura de grupos de origens diferentes.
  • Vacinação atualizada reduz risco, mas não exclui surtos nem autoriza concluir falha do imunobiológico sem outros elementos.
  • Diferencie fator predisponente inespecífico, como estresse, de causa epidemiológica principal do surto.

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