Viralizou nas redes sociais o vídeo que mostra uma
motorista em Brasília, abordada pela fiscalização de
trânsito da PM, jogando a bolsa no chão e dirigindo-se a uma árvore, na qual, por várias vezes, arremessa
seu rosto contra o tronco, de casca grossa. Depois ela
se volta, pedindo para os acompanhantes dela gravarem:
“olha aqui, ele me agrediu, filme aqui”. Insistia em
que fora agredida pelo PM, sem saber que havia sido
filmada batendo o rosto na árvore. A tentativa era
inverter a condição de agressora da lei para a de
agredida pelo agente da lei. Isso é mais comum do
que se imagina. Contou-me um delegado da Polícia
Federal que um detido no compartimento de trás da
viatura havia sucessivamente golpeado o nariz com o
joelho, para se mostrar como vítima ao juiz da
audiência de custódia. Em outra ocasião, já dentro do
fórum, um detido se feriu jogando-se na quina da
porta por onde passariam. A Mariana, que jogou o
rosto na árvore, já estava formada em vitimização.
Bandidos devem ter aprendido esse argumento
com intelectuais que defendem a tese de que todos
são vítimas. Em geral, vítimas da sociedade opressora,
burguesa e fascista. Vítimas do preconceito, das
desigualdades sociais. Por isso, a idosa de Caxias do
Sul, que atirou e matou um ladrão que invadira sua
casa, acabou indiciada por usar um velho revólver
com munição ultravencida. Defensores de bandidos
aplaudiram: afinal, ele só queria roubar. Logo vão
defender o livre exercício da profissão de assaltante,
ou de vendedor de cocaína. Vão justificar que o
latrocida apenas atirou e matou porque o assaltado
não seguiu a recomendação da polícia para não
resistir. A velhinha de Caxias não cumpriu a lei do
desarmamento, pois tinha revólver em casa. Ora já se
viu ter o direito de se preparar para defender seu
refúgio, seu abrigo, sua caverna, sua cidadela, que é
seu lar? Ou reagir ante o ladrão que quer apenas
equilibrar uma injustiça social, tirando de quem tem?
No Rio, essa cultura é soberana. Com isso, as
vítimas reais dessa criminosa ideologia estão enjauladas
em casa, onde, mesmo assim, são vítimas de balas
perdidas. Todos foram desarmados, menos os bandidos,
que usam ostensivamente fuzis, metralhadoras e
granadas. Tudo gente boa, que sofre da síndrome de
não dar valor à vida dos outros. Nem se importam de
vender drogas em torno de escolas. Assim como os
que sustentam os bandos de criminosos não se sentem
constrangidos em fazer passeatas pedindo paz. À cocaína não os deixa pensar que são eles que
sustentam a guerra.
Defensores de bandidos, felizmente, são minoria.
Fico observando a reação das pessoas quando a Polícia
Civil de São Paulo elimina um bando de assaltantes de
residência, todos bem armados; ou, como aconteceu
esta semana em Brasília, quando um Cabo PM à
paisana reagiu a um assalto em ônibus e matou os
dois assaltantes armados. A maioria aplaude, mas nos
meios de informação teme-se encorajar a morte de
nossos queridos bandidos de estimação. No Congresso,
os que querem representar maioria estão reagindo.
Embora o jornalista os chame pejorativamente de
“bancada da bala”, a maioria torce por mudanças no
Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos
aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda
de bens e, principalmente, de amigos e parentes.
Alexandre Garcia
www.sonoticias.com.br,27/09/2017
“No Congresso, os que querem representar a maioria estão reagindo. Embora o jornalista os chame
pejorativamente de “bancada da bala’, a maioria
torce por mudanças no Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda de bens e, principalmente,
de amigos e parentes”.
Usa-se a palavra embora para introduzir uma oração
subordinada e indica oposição a uma outra ideia, e
pode ser substituída, sem alterar o sentido, por todas
as citadas a seguir, EXCETO: