Vírus e bactérias apresentam estratégias distintas de sobre...

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Q3877547 Biologia
Vírus e bactérias apresentam estratégias distintas de sobrevivência. Em regiões amazônicas, surtos de arboviroses, como Oropouche e Mayaro, ocorrem com frequência, mesmo sem a presença de Aedes aegypti como principal vetor.
Considerando a biologia desses microrganismos e os padrões epidemiológicos amazônicos, a seguir são feitas afirmações sobre o porquê de surtos dessas arboviroses persistem em áreas com baixa infestação urbana por Aedes.

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a esse respeito.

( ) Os vírus amazônicos utilizam esporos bacterianos como reservatório ambiental durante a estação chuvosa.
( ) Bactérias endêmicas da Amazônia aumentam a replicação viral nos hospedeiros humanos, substituindo o papel dos vetores.
( ) Os vírus Oropouche e Mayaro possuem genomas grandes que permitem replicação autônoma em mamíferos, dispensando vetores hematófagos.
( ) O ciclo dos vírus depende de vetores silvestres altamente adaptados, como Culicoides paraensis e mosquitos Haemagogus, que mantêm a circulação viral em ambientes florestais.
( ) Vírus apresentam altas taxas de mutação devido à baixa fidelidade das enzimas de replicação, especialmente em vírus de RNA, enquanto bactérias podem adquirir variabilidade genética tanto por mutações espontâneas quanto por transferência horizontal de genes.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A decisão dependia de reconhecer que Oropouche e Mayaro circulam por vetores silvestres, não por esporos bacterianos nem por bactéria como substituta de vetor, e que vírus de RNA têm alta variabilidade, enquanto bactérias também variam por mutações e transferência horizontal. Por isso, as assertivas 1, 2 e 3 são falsas, e 4 e 5 são verdadeiras, formando F, F, F, V, V.

Tema central: vetores silvestres nas arboviroses amazônicas e variabilidade genética de vírus e bactérias
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque marca a 1ª assertiva como verdadeira, mas arboviroses não usam esporos bacterianos como reservatório ambiental, e marca a 5ª como falsa, embora esteja correta a distinção entre alta variabilidade em vírus de RNA e variabilidade bacteriana por mutação e transferência horizontal.
B
Errada
Incorreta porque erra a 1ª assertiva pelo mesmo motivo da alternativa A e também considera verdadeira a 3ª, o que contraria o critério biológico de que arbovírus não dispensam vetores por terem supostamente 'genoma grande' nem realizam replicação autônoma em mamíferos.
C
Errada
Incorreta porque transforma a 2ª em verdadeira, mas bactérias não substituem vetores na transmissão de Oropouche ou Mayaro, e transforma a 4ª em falsa, embora o ciclo silvestre com Culicoides paraensis e Haemagogus sustente essa assertiva como verdadeira.
D
Certa
A alternativa D está correta porque é a única que corresponde à sequência F, F, F, V, V. As três primeiras assertivas atribuem aos vírus mecanismos incompatíveis com arboviroses: uso de esporos bacterianos como reservatório, substituição de vetores por bactérias e replicação autônoma em mamíferos dispensando artrópodes hematófagos. Já a quarta está de acordo com o ciclo silvestre dessas viroses, com destaque para Culicoides paraensis no Oropouche e Haemagogus no Mayaro. A quinta também está correta porque, especialmente em vírus de RNA, a variabilidade decorre da menor fidelidade replicativa, enquanto bactérias podem variar por mutações espontâneas e por transferência horizontal de genes.
E
Errada
Incorreta porque inverte o núcleo da questão: toma as três primeiras assertivas como verdadeiras, embora elas descrevam mecanismos inexistentes ou incompatíveis com arboviroses, e toma a 4ª e a 5ª como falsas, apesar de ambas estarem de acordo com a epidemiologia amazônica e com a variabilidade genética de vírus e bactérias.
Pegadinha da questão
A confusão real era associar arbovirose automaticamente a Aedes aegypti e, a partir disso, ignorar que Oropouche e Mayaro se mantêm por ciclos silvestres com outros vetores; outra armadilha era confundir presença de bactérias com papel de vetor e supor que 'genoma grande' daria autonomia replicativa ao vírus.
Dica para questões semelhantes
  • Em arbovirose, verifique primeiro se a afirmação preserva a dependência de artrópodes vetores; se dispensar vetor sem base, a tendência é estar errada.
  • Não atribua aos vírus funções de estruturas bacterianas, como esporos, nem às bactérias o papel de vetor biológico quando a transmissão é vetorial.
  • Ao avaliar variabilidade genética, diferencie os mecanismos: vírus de RNA tendem a alta mutação por menor fidelidade replicativa; bactérias variam por mutações e também por transferência horizontal de genes.

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