Uma criança de 6 anos de idade, em tratamento para pneumonia...

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Q3833263 Medicina
Uma criança de 6 anos de idade, em tratamento para pneumonia adquirida na comunidade, evolui com dor abdominal, vômitos, febre persistente e queda da saturação de O₂ para 92% em ar ambiente após 72h de antibiótico em dose adequada, com boa adesão ao tratamento. Realiza radiografia de tórax que mostra obliteração moderada em seio costofrênico de hemitórax esquerdo.
Qual a conduta inicial mais indicada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Na pneumonia com piora clínica após 48–72 horas de antibiótico adequado e RX sugerindo derrame pleural, a conduta inicial é caracterizar o derrame por ultrassonografia de tórax, pois o RX não define volume nem complexidade e a US orienta a necessidade de drenagem.

Tema central: Derrame parapneumônico infantil
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Persistência de febre e piora clínica após 72 horas de antibiótico em dose adequada, associadas a hipoxemia e achado radiográfico sugestivo de derrame, caracterizam necessidade de investigação de complicação da pneumonia. Aguardar mais 24 horas posterga a reavaliação de um quadro que já saiu da evolução esperada de pneumonia não complicada.
B
Errada
Incorreta. A drenagem pleural não é automática diante de obliteração moderada do seio costofrênico no RX. Esse achado sugere derrame, mas não define sua magnitude nem sua complexidade. No cenário descrito, sem instabilidade grave ou derrame maciço/claramente complicado informado, a conduta inicial é estratificar o derrame por ultrassonografia antes de indicar procedimento invasivo.
C
Errada
Incorreta. Associar outro antibiótico sem caracterizar a complicação ignora que a piora após 72 horas pode decorrer de derrame parapneumônico complicado ou empiema. Além disso, é medicamente errado tratar derrame pleural parapneumônico como genericamente autolimitado, porque alguns casos exigem drenagem conforme volume, repercussão clínica e características do líquido.
D
Errada
Incorreta. A tomografia não é o exame inicial de escolha para derrame pleural parapneumônico na criança. No cenário cobrado, a ultrassonografia é o exame inicial recomendado para caracterizar o derrame e orientar eventual drenagem, sem necessidade de expor a criança à radiação como primeira etapa.
E
Certa
A alternativa E está correta porque a ultrassonografia de tórax é o próximo passo diante de suspeita de derrame pleural parapneumônico com falha de resposta clínica. O RX apenas sugere o derrame, mas não informa adequadamente se ele é pequeno ou volumoso, simples ou complicado, com septações ou loculações. A US confirma a presença do líquido, estima o volume, identifica ecos internos e septações e orienta se haverá manejo conservador ou necessidade de drenagem.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre reconhecer que há complicação pleural e já partir para drenagem ou tomografia. O ponto correto é que o RX sugere derrame, mas não basta para definir a conduta invasiva; a pergunta pede a conduta inicial, que é a ultrassonografia para caracterizar o derrame.
Dica para questões semelhantes
  • Piora clínica após 48–72 horas de antibiótico adequado em pneumonia pediátrica deve acionar busca de complicações, não simples observação.
  • Obliteração de seio costofrênico no RX sugere derrame pleural, mas não define sozinho necessidade de drenagem.
  • Na suspeita de derrame parapneumônico infantil, a ultrassonografia é o exame inicial que melhor estratifica volume e complexidade do líquido.
  • Tomografia e drenagem têm indicação situacional; a etapa decisiva inicial, quando o quadro não descreve urgência extrema, é caracterizar o derrame por US.

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