A prevalência de deficiência auditiva varia de 1 a 6 para c...

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Q1623910 Medicina
A prevalência de deficiência auditiva varia de 1 a 6 para cada mil nascidos vivos. Na intenção de minimizar seus efeitos, o Ministério da Saúde orienta a triagem auditiva com Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico para qual das seguintes situações?
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Tema central: Esta questão aborda a triagem auditiva neonatal, procedimento fundamental para identificar rapidamente possíveis perdas auditivas e prevenir déficits importantes de desenvolvimento. É essencial conhecer quais situações clínicas exigem investigação adicional com Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), de acordo com protocolos oficiais do Ministério da Saúde e sociedades científicas.

Análise da alternativa correta:
A) Recém-nascido com necessidade de ventilação assistida.
Segundo as Diretrizes de Atenção à Triagem Auditiva Neonatal (Ministério da Saúde), recém-nascidos que necessitaram de ventilação assistida representam um grupo de risco para perda auditiva neurossensorial, especialmente pelas possíveis lesões cocleares ou retrococleares geradas pela hipóxia e eventos associados ao suporte intensivo. Nesses casos, a investigação deve seguir diretamente para o PEATE, pois este exame avalia toda a via auditiva até o tronco encefálico, diferentemente das emissões otoacústicas (EOAE), que avaliam apenas até a cóclea.
“Recém-nascidos expostos a ventilação mecânica por mais de 5 dias devem ser submetidos ao PEATE.” (Diretrizes Triagem Auditiva Neonatal, p. 21).

Alternativas incorretas:

B) Filhos de gestantes com mais de 35 anos.
A idade materna avançada não é um critério de risco direto para perda auditiva no neonato, sendo irrelevante para a indicação do PEATE.

C) Malformação dos membros inferiores.
Malformações dos membros inferiores não apresentam correlação com maior incidência de perdas auditivas; o protocolo preconiza PEATE apenas em malformações craniofaciais que envolvam orelha e canais auditivos.

D) Recém-nascido sem fator de risco com falha em emissões otoacústicas evocadas.
A falha em EOAE em lactentes sem fator de risco indica a repetição inicial do teste (preferencialmente até o 30º dia), e não a realização do PEATE de imediato. Somente diante de repetidas falhas ou persistência de anormalidades é que o PEATE será indicado.

Estratégia de prova: Fique atento: diversos fatores de risco são detalhados nas diretrizes (como prematuridade extrema, uso de ototóxicos, antecedente familiar), mas entre as opções da questão, apenas ventilação assistida está descrita oficialmente como indicador direto para investigação com PEATE.

Resumo: Recém-nascidos submetidos à ventilação assistida constituem indicação formal para avaliação com PEATE, conforme políticas públicas de saúde e literatura especializada (ex.: Tratado de Pediatria, SBP; UpToDate, 2023).

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A resposta correta é a alternativa A, pois recém-nascidos que precisaram de ventilação assistida durante o parto têm maior probabilidade de desenvolver deficiência auditiva. A triagem auditiva com Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico é importante para detectar precocemente a deficiência auditiva em recém-nascidos e minimizar seus efeitos no desenvolvimento da fala e da linguagem. O teste é recomendado para todos os recém-nascidos, mas é especialmente importante para aqueles que apresentam fatores de risco, como necessidade de ventilação assistida. Portanto, a resposta correta é a alternativa A.

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