Uma mulher de 76 anos, com histórico de hipertensão e depres...

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Q3838558 Medicina
Uma mulher de 76 anos, com histórico de hipertensão e depressão controlada, vem apresentando dificuldade progressiva para lembrar eventos recentes. Exames de triagem revelam perda auditiva leve, e a família observa que, desde o início desse problema auditivo, sua memória e interação social têm diminuído. Qual das seguintes medidas é mais benéfica para a prevenção do declínio cognitivo?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O achado decisivo é a perda auditiva leve associada à piora da memória e da interação social em uma idosa; como a perda auditiva é um fator de risco modificável para declínio cognitivo, a intervenção com melhor sustentação entre as opções é corrigir esse déficit com aparelho auditivo.

Tema central: Perda auditiva e declínio cognitivo
Análise das alternativas
A
Errada
Ácido fólico não tem benefício estabelecido como suplementação rotineira para estabilizar cognição em idoso sem deficiência documentada ou indicação específica. O erro da alternativa é trocar correção de deficiência vitamínica por prevenção inespecífica de declínio cognitivo, o que não é sustentado pela base.
B
Certa
A alternativa B está correta porque atua diretamente sobre o principal achado modificável do caso. Em idosos, perda auditiva se associa a pior comunicação, maior esforço cognitivo para compreender fala e isolamento social, fatores relacionados a pior desempenho cognitivo. Como a família percebe piora de memória e interação social desde o início do problema auditivo, corrigir a audição com aparelho auditivo é a medida mais benéfica entre as oferecidas. Isso não significa afirmar reversão garantida de demência, mas sim atuar sobre o fator de risco modificável mais relevante apresentado.
C
Errada
Vitamina E não é recomendada rotineiramente para prevenir declínio cognitivo em idosos nesse contexto. O racional de estresse oxidativo é apenas plausibilidade bioquímica e não equivale a benefício clínico comprovado para prevenção cognitiva primária.
D
Errada
A alternativa está invertida do ponto de vista médico: atividade física moderada tende a ser protetora para saúde vascular, funcional e cognitiva. Orientar sua evitação como forma de prevenir declínio cognitivo contraria o manejo preventivo usual e pode ser tecnicamente prejudicial.
E
Errada
Ômega-3 não tem eficácia estabelecida como suplementação rotineira para retardar declínio cognitivo ou prevenir demência em idosos sem indicação específica. A alternativa erra ao transformar hipótese de benefício geral em conduta preventiva validada para cognição.
Pegadinha da questão
A banca tenta desviar para suplementos com apelo biológico e fazer a perda auditiva parecer achado secundário, quando ela é o dado central do caso e o único fator modificável claramente relacionado à piora cognitiva e ao isolamento social.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão trouxer déficit sensorial em idoso com piora cognitiva ou social, verifique se ele é o fator modificável que deve ser corrigido.
  • Não aceite suplementação vitamínica ou ômega-3 como prevenção cognitiva rotineira sem deficiência ou indicação específica descrita.
  • Se houver opção que proponha evitar exercício moderado para proteger cognição, ela tende a estar errada, porque atividade física costuma ter efeito protetor.

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