Uma paciente de 62 anos de idade, casada, natural da Colômbi...
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
O fato de a paciente ser da Colômbia poderia justificar uma doença infectocontagiosa associada.
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Vamos analisar o caso clínico apresentado. A paciente tem 62 anos e apresenta elevações em enzimas hepáticas, especialmente a transaminase pirúvica (ALT) e a gamaglutamil transferase (GGT). Além disso, a ultrassonografia abdominal indica esteatose hepática, que é o acúmulo de gordura no fígado. Ela apresenta sobrepeso e dislipidemia, o que são fatores de risco para a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA).
O enunciado sugere que a origem colombiana da paciente poderia justificar uma doença infectocontagiosa associada. No entanto, essa afirmação está incorreta. A análise dos exames e do histórico clínico não aponta para doenças infectocontagiosas típicas de certas regiões, como hepatite viral, esquistossomose ou febre amarela, que geralmente causariam alterações na bilirrubina e no tempo de protrombina, o que não é o caso aqui.
Justificativa para a alternativa correta ("E" - errado): A elevação das enzimas hepáticas, associada à esteatose, é mais sugestiva de um quadro de DHGNA, especialmente considerando os fatores de risco como sobrepeso e dislipidemia. As bilirrubinas e outros exames hepáticos estão normais, eliminando a hipótese de hepatites virais ou outras doenças infecciosas. Além disso, o etilismo social relatado pela paciente não é suficiente para caracterizar uma hepatopatia alcoólica.
A DHGNA é mais comum em pessoas com síndrome metabólica, que inclui obesidade, dislipidemia, hipertensão e resistência à insulina. Esteatose hepática é frequentemente assintomática e descoberta incidentalmente em exames de imagem ou laboratoriais.
Referências como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e diretrizes da Sociedade Brasileira de Hepatologia reforçam que a DHGNA é a causa mais comum de alteração das enzimas hepáticas em indivíduos assintomáticos com fatores de risco metabólicos.
Para questões futuras, lembre-se de correlacionar achados laboratoriais com fatores de risco e epidemiologia antes de concluir sobre doenças infecciosas relacionadas à origem geográfica do paciente.
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