Uma paciente de 62 anos de idade, casada, natural da Colômbi...
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
Os níveis elevados de GGT, nesse caso, poderiam ser associados à colelitíase.
Gabarito comentado
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Gabarito: E (Errado)
Tema central: A questão aborda elevação de enzimas hepáticas, sobretudo GGT (gamaglutamil transferase), em contexto de esteatose hepática não alcoólica (EHNA), diferenciando de causas colestáticas como colelitíase.
Análise detalhada do caso:
A paciente apresenta sobrepeso, dislipidemia e achado ultrassonográfico de esteatose hepática. Os exames laboratoriais evidenciam GGT bastante aumentada (610, VN=50), além de elevação de ALT e AST. Não há alterações de bilirrubina, TP ou albumina – importantes para afastar disfunção hepática avançada.
GGT e EHNA:
Segundo o PCDT do Ministério da Saúde (Seção 22.4): “A maioria dos pacientes apresenta elevação da GGT e dos níveis de enzimas hepáticas...”. Assim, a elevação da GGT está intimamente relacionada à esteatose hepática, especialmente em pacientes com fatores de risco metabólico, como no caso descrito.
GGT e colelitíase:
A GGT pode se elevar em situações de colestase, porém, a colelitíase isolada (sem obstrução ou colangite) normalmente não leva a elevações expressivas da GGT. Alterações laboratoriais desse grau só ocorrem em complicações como coledocolitíase ou colangite, geralmente acompanhadas de elevação marcante de fosfatase alcalina e bilirrubinas – o que não ocorre nesse caso.
Ponto-chave e possíveis pegadinhas:
A pegadinha é ligar todo aumento de GGT a doenças biliares, esquecendo-se da alta sensibilidade da GGT para alterações hepáticas de contexto metabólico e não apenas biliar. Por isso, atente sempre ao conjunto de sinais, sintomas e exames!
Análise das alternativas:
Certo: Seria incorreto, pois associaria a GGT elevada à colelitíase isolada, o que não condiz com o caso ou os protocolos atuais.
Errado: Correto: a GGT elevada neste contexto é típica de EHNA. A literatura e os protocolos não associam esse perfil à colelitíase sem complicação.
Referência: Ministério da Saúde, PCDT HIV/AIDS, seção 22.4 – “A maioria dos pacientes apresenta elevação da GGT e dos níveis de enzimas hepáticas...” (ver página específica sobre doença gordurosa não alcoólica do fígado).
Dica para provas: Sempre correlacione exames laboratoriais ao contexto clínico, evite interpretações automáticas que não considerem fatores de risco e história pregressa do paciente.
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Significa lesão no fígado.
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