Acerca da repetição do indébito tributário e da responsabili...
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Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966), art. 166: “Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro sòmente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por êste expressamente autorizado a recebê-la.” Como a questão trata da restituição de tributo que comporta transferência do encargo financeiro, esse dispositivo fundamenta o gabarito C.
- Nos tributos que comportem transferência do encargo, verifique quem o suportou: encargo próprio exige prova; encargo transferido exige autorização expressa do terceiro.
- Na sucessão imobiliária, examine a prova de quitação constante do título. Não trate a falta de inscrição como impedimento automático à responsabilidade nem a certidão negativa como necessariamente ineficaz.
- Diante da exclusão genérica de juros e multas da sucessão, confronte-a com o entendimento do STJ sobre sucessão empresarial, respeitando esse âmbito de aplicação.
- Na repetição do indébito, o art. 165, I, não limita a restituição ao erro de fato.
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CTN - Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.
Atualização:
Art. 165-A. Os indébitos tributários serão atualizados pelos mesmos índices de atualização dos créditos tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, conforme o caso.
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Não achei justificativa para a alternativa "B" estar errada:
"A responsabilidade tributária por sucessão não alcança o adquirente de imóvel que, no momento da aquisição, apresentou certidão negativa de débitos, ainda que existam débitos anteriores não inscritos."
Se ele apresentou a certidão negativa de débitos não faz sentido ele poder ser cobrado pelos tributos não inscritos.
Ao meu ver, a B esta correra, alguém com fundamento em sentido contrário para explicar?
Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria, sub-rogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação.
Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sôbre o respectivo preço.
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