Acerca da repetição do indébito tributário e da responsabili...

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Q4321714 Direito Tributário
Acerca da repetição do indébito tributário e da responsabilidade tributária, conforme o CTN, assinale a alternativa correta:
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966), art. 166: “Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro sòmente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por êste expressamente autorizado a recebê-la.” Como a questão trata da restituição de tributo que comporta transferência do encargo financeiro, esse dispositivo fundamenta o gabarito C.

Tema central: Repetição do indébito tributário
Análise das alternativas
A
Errada
O art. 165, caput, do CTN atribui ao sujeito passivo o direito à restituição, sujeito às condições do art. 166 quando o tributo comportar transferência do encargo financeiro. Portanto, o contribuinte de direito não está genericamente excluído: pode obter a restituição se comprovar que suportou o encargo ou apresentar autorização expressa do terceiro ao qual o transferiu. É juridicamente errada a afirmação de legitimidade exclusiva do contribuinte de fato.
B
Errada
A exclusão desta alternativa exige ressalva. O art. 130, caput, do CTN excepciona a responsabilidade do adquirente quando a prova de quitação consta do título; a simples informação de que houve apresentação de certidão negativa não esclarece esse requisito. Além disso, pelo art. 129, a ausência de inscrição do débito não impede, por si só, a sucessão. Contudo, se a certidão comprovar a quitação dos tributos pertinentes e constar do título, a conclusão de B encontra amparo legal e no entendimento do STJ indicado na base, inclusive diante de créditos posteriormente apurados. Assim, mantém-se C como gabarito oficial, mas não é possível afirmar a incorreção inequívoca de B com os dados fornecidos. Base insuficiente para justificar esta alternativa sem extrapolação.
C
Certa
A alternativa C reproduz os requisitos do art. 166 do CTN sem torná-los cumulativos: exige prova de que o requerente assumiu o encargo ou, se o transferiu a terceiro, autorização expressa deste.
D
Errada
A exclusão absoluta de juros e multas é incompatível com o entendimento do STJ sobre sucessão empresarial. A Súmula 554 abrange multas moratórias e punitivas relativas a fatos geradores ocorridos até a sucessão. O AgRg no REsp 1.056.302/SC também reconhece que juros e multas integram o passivo abrangido pela responsabilidade da sucessora. Essa hipótese basta para refutar a limitação universal ao principal afirmada na alternativa; não se está estendendo a Súmula 554 indistintamente a todas as modalidades de sucessão.
E
Errada
O art. 165, caput e inciso I, do CTN assegura a restituição de tributo indevido ou pago a maior em face da legislação tributária aplicável, bem como da natureza ou das circunstâncias materiais do fato gerador. A previsão não se restringe ao erro de fato: também alcança o pagamento indevido decorrente de erro de direito. A alternativa cria uma restrição inexistente no dispositivo.
Pegadinha da questão
Confundir a transferência do encargo financeiro com a exclusão do contribuinte de direito da restituição. O art. 166 permite que ele receba mediante autorização expressa do terceiro que suportou o encargo; essa autorização é alternativa à prova de que o próprio requerente o assumiu, e não requisito cumulativo.
Dica para questões semelhantes
  • Nos tributos que comportem transferência do encargo, verifique quem o suportou: encargo próprio exige prova; encargo transferido exige autorização expressa do terceiro.
  • Na sucessão imobiliária, examine a prova de quitação constante do título. Não trate a falta de inscrição como impedimento automático à responsabilidade nem a certidão negativa como necessariamente ineficaz.
  • Diante da exclusão genérica de juros e multas da sucessão, confronte-a com o entendimento do STJ sobre sucessão empresarial, respeitando esse âmbito de aplicação.
  • Na repetição do indébito, o art. 165, I, não limita a restituição ao erro de fato.

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Comentários

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CTN - Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.

Atualização:

Art. 165-A. Os indébitos tributários serão atualizados pelos mesmos índices de atualização dos créditos tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, conforme o caso.

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Não achei justificativa para a alternativa "B" estar errada:

"A responsabilidade tributária por sucessão não alcança o adquirente de imóvel que, no momento da aquisição, apresentou certidão negativa de débitos, ainda que existam débitos anteriores não inscritos."

Se ele apresentou a certidão negativa de débitos não faz sentido ele poder ser cobrado pelos tributos não inscritos.

Ao meu ver, a B esta correra, alguém com fundamento em sentido contrário para explicar?

Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria, sub-rogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação.

       Parágrafo único. No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sôbre o respectivo preço.

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