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Q4137620 Não definido
    No final de dezembro de 2020, um vídeo  de  autoria  de  Juliana  Campos  publicado  na  rede social “TikTok” causou polêmica e repercutiu,  inclusive  na  mídia  tradicional.  No  vídeo,  a  autora  defende  a ideia  de  que  o  Pará  apropria­-se  de  maneira  colonial  da  cultura  amapaense e nortista.

Disponível em: https://www.oliberal.com/para/o­egua­e­detodos­dispara­amapaense­ao­apontar­apropriacao­do­parasobre­a­cultura­nortista­1.341244>notícia publicada em  31.12.2020 e  notícia publicada  em 08.01.2021.  

Por outro lado, a autora Maura Leal da Silva,  no  “Item 1.2 – A  Invenção  do  Amapá  Territorial” da  sua  tese  de  doutoramento,  ao  refletir  sobre  a  memória  do  senhor  Adamor  Oliveira no que concerne ao momento histórico  da  criação  do  Território  Federal  do  Amapá,  tece a seguinte reflexão:

    “O memorialista reconstrói, ao longo dessas linhas, o  discurso  utilizado  em  diversos  documentos oficiais que  justificaram a criação  do  Território  Federal  do  Amapá,  em  1943,  como  um  tempo  de  começo,  inaugural,  que  deixou  para  trás  uma  época  que  deveria  permanecer  no  tempo  do  esquecimento.  Esse  momento “inaugural,” em que parte das terras  paraenses  foram  desmembradas  para  dar  origem  ao  Amapá,  tornou­-se  um  dos  acontecimentos políticos de maior destaque no  imaginário social dos amapaenses, e, não é por  acaso,  que  ganhou  relevo  nas  diversas  narrativas que visam explicar o “Amapá” que surgiu  desse  momento.  Abandono,  vazio,  atraso,  marasmo,  decadência,  miséria,  epidemias, até 1943, assim eram retratadas, em  diversas  narrativas  oficiais,  as  regiões  que  foram desmembradas do Pará para dar origem  ao Território do Amapá”

SILVA, Maura Leal da. O Território Imaginado: o Amapá,  de  Território  à  autonomia  política  1943­1988.Tese  de  Doutoramento  apresentada  junto  ao  Programa  de  Pós-graduação  em  História  da  Universidade  de  Brasília  em  2017. (p. 75­76) 

Considerando  que  tanto  a  notícia  das  redes  sociais quanto a Tese de doutoramento  tratam  do tema “identidade amapaense,” é historicamente CORRETO afirmar que:
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