Paciente de 68 anos, aposentada, refere tratamento para hip...
A conduta adequada neste caso é:
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Tema central: A questão aborda infecção respiratória aguda grave (IRA grave) em paciente idosa, destacando critérios de gravidade e conduta terapêutica inicial conforme protocolos de manejo hospitalar.
Análise clínica e diagnóstico: O caso descreve uma paciente idosa com comorbidades importantes (hipertensão e diabetes), sintomatologia sugestiva de pneumonia comunitária (tosse, expectoração, febre, dispneia, dor torácica), evolução sem melhora com antibióticos prévios, e achados de descompensação clínica: taquipneia, dessaturação limítrofe, anemia, leucocitose acentuada com desvio à esquerda, PCR muito elevada e infiltrado radiológico.
Segundo diretrizes como a do Ministério da Saúde e ATS/IDSA (UpToDate, Harrison’s), pacientes idosos, com comorbidades, sinais de instabilidade (taquipneia, anemia, parâmetros laboratoriais alterados) e evidência radiológica de pneumonia, devem ser internados e receber antibióticoterapia empírica de largo espectro (ex: cefalosporina de 3ª geração), visando agentes típicos e atípicos.
Justificativa da alternativa correta (E):
Internação hospitalar + cefalosporina de 3ª geração é indicada devido à gravidade clínica, comorbidades e risco elevado de complicações. A escolha do antibiótico cobre principais etiologias, inclusive pneumococo, bacilos Gram-negativos e alguns atípicos.
Análise das alternativas incorretas:
(A) - Aguardar hemoculturas não é recomendado em pacientes graves. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente para reduzir mortalidade.
(B) - Oseltamivir é reservado a suspeita etiológica viral (exemplo, síndrome gripal/típica). O quadro e o raio-X sugerem pneumonia bacteriana. Não justifica uso antiviral sem diagnóstico clínico de influenza.
(C) e (D) - Tratamento ambulatorial é contraindicado em função dos critérios de gravidade (idade, comorbidades, falha terapêutica, leucograma alterado, alteração radiológica). Amoxicilina+clavulanato ou doxiciclina são regimes de baixa gravidade, não seguros neste contexto.
Destaque para armadilhas: Atenção à tendência de subestimar sinais de gravidade como taquipneia, anemia, resposta inflamatória exacerbada e características radiológicas. Sempre valorize fatores de risco e resposta clínica insatisfatória.
Estrategicamente, observe sempre idade, comorbidades, gravidade dos sintomas e falha terapêutica antes de descartar necessidade de internação.
Referências principais: Diretrizes SBPT, Ministério da Saúde, UpToDate: Pneumonia – manejo hospitalar.
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