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Q3366525 Medicina
Paciente de 68 anos, aposentada, refere tratamento para hipertensão arterial e diabetes mellitus regularmente. Apresenta tosse com expectoração amarelada há 7 dias, acompanhada de febre e piora da falta de ar. Fez uso de azitromicina e prednisona 20 mg por dia por 5 dias, sem melhora. Em uso de dipirona a cada 6 horas devido à piora da dor torácica. Paciente refere que seu filho apresentou febre, mialgia, tosse seca e coriza hialina há 10 dias, com resolução do quadro. Devido à piora do quadro, foi levada pelos filhos para o pronto-socorro. Na entrada, encontrava-se consciente, orientada, descorada, desidratada, acianótica, taquipneica, afebril. Frequência cardíaca de 98 batimentos por minuto, frequência respiratória de 32 respirações por minuto, pressão arterial de 110 por 70 mmHg, saturação de oxigênio de 95%, temperatura de 36,8 ºC. Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas normofonéticas sem sopros audíveis. Aparelho respiratório com murmúrio vesicular presente com estertores crepitantes em base direita. Abdome plano, flácido, indolor à palpação. Realizado hemograma na entrada, que evidenciou hemoglobina de 9,8 mg/dl (valor de referência de 12 a 16), hematócrito de 29,4% (valor de referência de 35 a 45), leucócitos: 16.400, neutrófilos de 84%, linfócitos 12% e monócitos 4%, (valor de referência de 4.500-11.000), plaquetas: 385.000 (valor de referência de 150.000 a 450.000), proteína C reativa: 222 (normal até 1), creatinina de 1,2 mg/dl e ureia de 68 mg/dl; raio-x de tórax com condensação em base de hemitórax direito.

A conduta adequada neste caso é:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda infecção respiratória aguda grave (IRA grave) em paciente idosa, destacando critérios de gravidade e conduta terapêutica inicial conforme protocolos de manejo hospitalar.

Análise clínica e diagnóstico: O caso descreve uma paciente idosa com comorbidades importantes (hipertensão e diabetes), sintomatologia sugestiva de pneumonia comunitária (tosse, expectoração, febre, dispneia, dor torácica), evolução sem melhora com antibióticos prévios, e achados de descompensação clínica: taquipneia, dessaturação limítrofe, anemia, leucocitose acentuada com desvio à esquerda, PCR muito elevada e infiltrado radiológico.

Segundo diretrizes como a do Ministério da Saúde e ATS/IDSA (UpToDate, Harrison’s), pacientes idosos, com comorbidades, sinais de instabilidade (taquipneia, anemia, parâmetros laboratoriais alterados) e evidência radiológica de pneumonia, devem ser internados e receber antibióticoterapia empírica de largo espectro (ex: cefalosporina de 3ª geração), visando agentes típicos e atípicos.

Justificativa da alternativa correta (E):

Internação hospitalar + cefalosporina de 3ª geração é indicada devido à gravidade clínica, comorbidades e risco elevado de complicações. A escolha do antibiótico cobre principais etiologias, inclusive pneumococo, bacilos Gram-negativos e alguns atípicos.

Análise das alternativas incorretas:

(A) - Aguardar hemoculturas não é recomendado em pacientes graves. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente para reduzir mortalidade.

(B) - Oseltamivir é reservado a suspeita etiológica viral (exemplo, síndrome gripal/típica). O quadro e o raio-X sugerem pneumonia bacteriana. Não justifica uso antiviral sem diagnóstico clínico de influenza.

(C) e (D) - Tratamento ambulatorial é contraindicado em função dos critérios de gravidade (idade, comorbidades, falha terapêutica, leucograma alterado, alteração radiológica). Amoxicilina+clavulanato ou doxiciclina são regimes de baixa gravidade, não seguros neste contexto.

Destaque para armadilhas: Atenção à tendência de subestimar sinais de gravidade como taquipneia, anemia, resposta inflamatória exacerbada e características radiológicas. Sempre valorize fatores de risco e resposta clínica insatisfatória.

Estrategicamente, observe sempre idade, comorbidades, gravidade dos sintomas e falha terapêutica antes de descartar necessidade de internação.

Referências principais: Diretrizes SBPT, Ministério da Saúde, UpToDate: Pneumonia – manejo hospitalar.

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