Sobre as condições ventilatórias e hemodinâmicas, marque a a...

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Q1969559 Medicina
Leia o caso clínico a seguir e responda à questão.

Homem, 70 anos, tabagista, está há 3 dias com febre e tosse produtiva. No exame físico, está sonolento, com roncos e estertores no pulmão direito, enchimento capilar de seis segundos, pressão arterial = 90 x 40 mmHg, FC = 110 bpm, FR = 34 irpm e oximetria = 85% em ar ambiente. Na história pregressa, houve três exacerbações no último ano, com internação em enfermaria há dois meses. 
Sobre as condições ventilatórias e hemodinâmicas, marque a afirmativa verdadeira. 
Alternativas

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Esta questão apresenta um caso clínico com um paciente idoso que está exibindo sinais de insuficiência respiratória e choque séptico, provavelmente devido a uma pneumonia. Vamos analisar as alternativas para entender a resposta correta.

Tema central da questão: A avaliação e manejo de um paciente com choque séptico e insuficiência respiratória. O foco aqui é em entender as prioridades de tratamento nesta situação crítica.

Justificativa para a alternativa correta (C): A opção C sugere a administração de cristaloide 20 ml/kg e início do antibiótico em uma hora. Isso está de acordo com as diretrizes para o manejo do choque séptico, que recomendam a ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides e início precoce de antibióticos para controlar a infecção subjacente. O paciente apresenta hipotensão (PA = 90 x 40 mmHg) e sinais de má perfusão (enchimento capilar de seis segundos), características típicas de choque hipovolêmico ou distributivo, como o séptico.

Análise das alternativas incorretas:

A - Início imediato de aminas: Errado. Antes de iniciar aminas vasopressoras, é recomendado primeiro fazer uma expansão volêmica adequada com cristaloides. A administração precoce de aminas sem reposição volêmica pode ser ineficaz e até prejudicial, segundo as diretrizes do Surviving Sepsis Campaign.

B - Considerar inotrópico associado: Inadequado. Embora o paciente apresente sinais de má perfusão, o uso de inotrópicos sem primeiro corrigir a hipovolemia não é a abordagem inicial correta. O foco inicial deve ser em restaurar o volume intravascular.

D - Ventilação não-invasiva (VNI): Não prioritário. A VNI pode ser considerada para suporte ventilatório, mas nesta situação, a prioridade é estabilizar a hemodinâmica do paciente com fluidos e antibióticos.

E - Início de corticoide: Inapropriado como primeira linha de ação. Corticoides não são a intervenção primária em casos de choque séptico não complicado. Eles são considerados em casos de choque refratário às reposições volêmicas e vasopressores.

Este caso destaca a importância de reconhecer rapidamente sinais de choque séptico e iniciar a ressuscitação volêmica e tratamento antimicrobiano apropriados. Sempre lembre de priorizar intervenções que tratam a causa da descompensação hemodinâmica.

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O caso clínico apresenta um homem com sinais de infecção no pulmão direito e instabilidade hemodinâmica, evidenciadas por sintomas como febre, tosse produtiva, sonolência, roncos e estertores pulmonares, enchimento capilar prolongado, hipotensão, taquicardia, taquipneia e baixa saturação de oxigênio. Diante desse quadro, a alternativa C é a correta. A administração de um cristaloide em volume adequado é fundamental para corrigir a hipotensão e a má perfusão tecidual. O início da antibioticoterapia em até uma hora é crucial para o controle da infecção e redução da mortalidade. As outras alternativas não são adequadas neste caso: não há indicação imediata de aminas (A), inotrópicos (B), ventilação não-invasiva ou oxigenoterapia (D), e corticoides (E).

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