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Os espécimes apreendidos e encaminhados ao depósito provisório devem ser obrigatoriamente identificados por meio de sistema de marcação.
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Tema central: A questão aborda a obrigatoriedade de identificação dos espécimes apreendidos e encaminhados a depósito provisório, ponto fundamental dentro dos procedimentos administrativos ambientais, especialmente para profissionais como o engenheiro agrônomo, que atua diretamente com manejo, fiscalização e legalidade na proteção do meio ambiente.
Legislação aplicável: A Instrução Normativa IBAMA nº 10/2011, art. 6º, determina que a identificação dos espécimes (como aves, répteis, mamíferos) deve ser feita por meio de sistemas de marcação, como anilhas e transponders. Este dispositivo garante controle, transparência e adequada destinação nos procedimentos relativos a apreensões ambientais.
Trecho da norma: “O sistema de identificação deverá ser realizado mediante: I – anilha: aves; II – transponder: répteis, mamíferos (...).”
Explicação do tema: O processo de apreensão de animais silvestres faz parte das medidas administrativas para coibir crimes ambientais. A identificação dos espécimes é essencial para garantir o controle individualizado desses animais, impossibilitando trocas, desvios ou fraudes, e facilitando a rastreabilidade e tomada de decisão quanto à sua destinação (devolução à natureza, abrigos, etc.).
Exemplo prático: Imagine que uma operação de fiscalização apreende diversos répteis numa feira ilegal. Cada animal deve receber o transponder correspondente no ato do depósito, impossibilitando futuras alegações de extravio ou substituição fraudulenta.
Justificativa da alternativa "Certo": Está correta porque a legislação exige a marcação dos espécimes apreendidos e depositados provisoriamente. A omissão desse procedimento pode acarretar nulidade do ato administrativo e prejudicar a conservação das espécies.
Pontos de atenção (pegadinhas): O termo “obrigatoriamente” pode gerar dúvida, mas está correto, pois a ausência do sistema de marcação inviabiliza o regular trâmite administrativo ambiental.
Doutrina: Segundo Luiz Flávio Gomes e Silvio Maciel, a identificação garante a rastreabilidade, fundamental para o sucesso das políticas públicas ambientais. Já Nicolao Dino ressalta que a destinação correta depende dessa etapa inicial.
Conclusão: Exigir a marcação dos espécimes apreendidos é não apenas uma obrigação legal, mas também uma garantia de legalidade e fiscalização eficiente, protegendo o meio ambiente.
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