Mulher, 68 anos, troca valvar aórtica biológica há 6 semanas...

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Q3834075 Medicina
Mulher, 68 anos, troca valvar aórtica biológica há 6 semanas, febre persistente, PCR elevada, hemoculturas repetidas negativas. ECO-TT (transtorácico) inconclusivo. Suspeita clínica permanece alta.
Qual estratégia de imagem tem respaldo mais forte nesse cenário para reduzir casos de “EI possível”, especialmente em prótese? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que, na suspeita alta de endocardite infecciosa em prótese valvar com ECO-TT inconclusivo e hemoculturas negativas, as diretrizes ESC 2023 e os critérios Duke-ISCVID 2023 incorporam o PET/CT com 18F-FDG como exame adicional capaz de reclassificar casos de “EI possível”; por isso, a alternativa B é a compatível com a base.

Tema central: PET/CT na EI protética
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, em prótese valvar, ECO-TT inconclusivo não exclui endocardite. O material protético dificulta a avaliação ecocardiográfica, e a base afirma que, com suspeita clínica alta, a investigação deve ser escalonada com método complementar adequado, não encerrada como “EI rejeitada” apenas após repetir ECO-TT.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve exatamente o método de imagem com respaldo contemporâneo para aumentar a acurácia diagnóstica na endocardite em prótese quando o ecocardiograma não resolve o caso. O PET/CT com 18F-FDG acrescenta evidência funcional ao detectar atividade metabólica inflamatória/infecciosa periprotética, cenário em que seu desempenho é melhor do que na valva nativa e em que pode reduzir classificações indeterminadas como “EI possível”. A ressalva do pós-operatório precoce também está correta, porque a inflamação estéril após implante pode gerar falso-positivo e exige interpretação contextual.
C
Errada
Está errada porque a ressonância cardíaca não tem papel estabelecido como método de primeira linha para confirmar vegetações em prótese valvar nesse cenário. A base é explícita ao dizer que não é o exame com melhor respaldo para EI protética, especialmente quando comparado ao PET/CT como ferramenta adicional incorporada aos critérios diagnósticos atuais.
D
Errada
Está errada porque tomografia de tórax sem contraste não tem sensibilidade adequada para afastar endocardite infecciosa e não avalia de forma apropriada vegetações nem complicações perivalvares/protéticas. A base diferencia claramente essa opção de métodos com utilidade real em EI: quando a tomografia entra na investigação, o alvo e a técnica precisam ser adequados, o que não ocorre aqui.
E
Errada
Está errada porque angiotomografia de coronárias avalia principalmente o leito coronariano e não confirma envolvimento endocárdico. O erro é de alvo diagnóstico: endocardite valvar/protética exige método voltado à valva e ao tecido perivalvar, não uma angioTC coronariana.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre hemoculturas negativas ou ECO-TT inconclusivo e exclusão diagnóstica. Em prótese valvar, isso não afasta endocardite; ao contrário, é justamente o contexto em que o PET/CT com 18F-FDG ganha mais valor, embora com cautela no pós-operatório recente.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de endocardite em prótese com eco não diagnóstico, pense em método adicional incorporado aos critérios atuais: PET/CT com 18F-FDG.
  • Hemocultura negativa não encerra investigação quando a suspeita clínica permanece alta.
  • Em EI protética, nem toda tomografia serve: o valor depende da técnica e do alvo anatômico correto.
  • Se houver cirurgia recente, lembre a limitação importante do PET/CT: captação inflamatória estéril pode simular infecção.

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