Leia um fragmento do artigo a seguir, de José d’Assunção Ba...
Leia um fragmento do artigo a seguir, de José d’Assunção Barros:
Artes Visuais e Arte Musical apresentam uma longa história de diálogos e entrecruzamentos, seja através da obra de artistas diversificados de cada um destes campos, seja através da análise crítica de pensadores que se propuseram a refletir integradamente sobre estes dois âmbitos de expressões artísticas. Uma reflexão sobre o conjunto de categorias associáveis ao barroco nos mostra que a grande característica da pintura barroca é a sua concepção unitária da obra de arte. Da mesma forma que a pintura barroca é constituída a partir de uma perspectiva de unicidade, também a música barroca está predominantemente erigida em torno do princípio de unicidade composicional. Dentre as diversas formas unificadoras do Barroco, poucas conseguiram realizar de maneira tão eficiente o ideal de fazer derivar toda a obra de um elemento fundamental como a FUGA [que] trata-se de uma polifonia imitativa, onde as várias vozes têm umas com as outras uma relação dialogada. Algumas palavras ainda devem ser ditas acerca do uso de contrastes no estilo Barroco. Nada mais elucidador do que o jogo de claro escuro na pintura de um Rubens ou de um Rembrandt, que se dão literalmente no mesmo lugar, por assim dizer, como elementos indissociáveis da composição, amalgamados na unidade da obra. Também na Música, o jogo de tonalidades que se opõem e sucedem uma à outra fazem parte de um mesmo movimento, o contraste timbrístico e de densidades instrumentais é parte de um mesmo movimento unidirecional para a frente, a se perder no tempo da música [...].
(BARROS, José d’Assunção. História, artes visuais e música – imagens de uma relação interativa, através de uma análise dos estilos barroco e do renascentista. Esboços: histórias em contextos globais, v. 15, n. 19, p. 1-28, março, 2008. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/esb ocos/article/view/2175- 7976.2008v15n19p27)
Nesse contexto, é CORRETO afirmar que: