Mulher de 85 anos, IAM sem supra, hipertensa, diabética, com...

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Q3834063 Medicina
Mulher de 85 anos, IAM sem supra, hipertensa, diabética, com limitação funcional moderada e histórico de quedas no último ano. Evolui estável hemodinamicamente após tratamento clínico inicial. A equipe discute estratégia invasiva versus conservadora.

Qual elemento clínico tem maior peso na individualização da decisão nesse cenário? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Na SCA sem supra em paciente muito idosa e hemodinamicamente estável, a escolha entre estratégia invasiva e conservadora deve ser guiada pela avaliação global de risco e benefício, com peso maior para fragilidade, funcionalidade e expectativa de recuperação do que para marcadores isquêmicos isolados.

Tema central: Fragilidade na SCA
Análise das alternativas
A
Errada
Sexo feminino, isoladamente, não é o principal determinante técnico da escolha entre estratégia invasiva e conservadora nesse contexto. O critério que decide a questão é a avaliação prognóstica global da idosa estável, e sexo não supera fragilidade, funcionalidade e reserva fisiológica como fator de individualização.
B
Errada
O valor absoluto da troponina ajuda na estratificação do risco isquêmico por indicar lesão miocárdica, mas não mede fragilidade, capacidade funcional, tolerabilidade ao procedimento nem benefício clínico líquido da invasão em paciente muito idosa. A questão pede o elemento de maior peso para individualizar a decisão, e biomarcador isolado não cumpre esse papel.
C
Errada
A localização das alterações eletrocardiográficas pode sugerir território e extensão da isquemia, mas não substitui a avaliação global da paciente idosa frágil. Como ela está hemodinamicamente estável, o dado eletrocardiográfico não é o fator mais decisivo para escolher invasão ou conduta conservadora neste caso.
D
Errada
Comorbidades cardiovasculares contribuem para o risco global, mas a mera presença de hipertensão e diabetes não define, por si, o benefício líquido de uma estratégia invasiva em octogenária estável. O enunciado foi construído para valorizar vulnerabilidade geriátrica — limitação funcional e quedas — que têm maior peso prático do que a simples carga de comorbidades cardiovasculares.
E
Certa
A alternativa E é a correta porque o enunciado não descreve uma situação de urgência hemodinâmica, mas uma paciente de 85 anos estável após tratamento inicial. Nesse cenário, troponina, ECG e comorbidades ajudam na estratificação, porém não definem sozinhos se a abordagem invasiva trará ganho clínico real. Como a questão destaca limitação funcional moderada e histórico de quedas, o que mais pesa para individualizar a conduta é o grau de fragilidade e a expectativa funcional, que modulam tolerabilidade ao procedimento e benefício líquido da intervenção.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de decidir por marcadores coronarianos tradicionais, como troponina, ECG ou comorbidades, quando o cenário clínico enfatiza estabilidade hemodinâmica e vulnerabilidade geriátrica; aqui, o ponto-chave é perceber que funcionalidade e quedas foram colocadas no enunciado para direcionar a individualização da conduta.
Dica para questões semelhantes
  • Em idoso com SCA sem supra e estabilidade hemodinâmica, procure primeiro o dado que muda o benefício líquido da intervenção, não apenas o risco isquêmico.
  • Se o enunciado trouxer limitação funcional, quedas ou dependência, pense em fragilidade como critério central de decisão.
  • Troponina, ECG e comorbidades ajudam na estratificação, mas não substituem avaliação global quando a pergunta é sobre individualização terapêutica.

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