Paciente de 70 anos, com IAM com supra e doença multiarteria...

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Q3834052 Medicina
Paciente de 70 anos, com IAM com supra e doença multiarterial, apresenta FEVE basal de 30%. Evolui estável após ICP primária da lesão culpada. O time assistente questiona se o benefício da revascularização completa se aplica a pacientes com disfunção ventricular mais acentuada.

Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No STEMI estável com doença multiarterial, a revascularização completa permanece benéfica mesmo com FEVE reduzida; FEVE de 30% não exclui essa indicação nem afasta a alternativa C.

Tema central: Revascularização completa no STEMI
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque transforma FEVE ≤ 35% em critério de exclusão, e a base afirma o contrário: FEVE reduzida, isoladamente, não contraindica nem afasta o benefício prognóstico da revascularização completa no STEMI estável após ICP da lesão culpada.
B
Errada
Errada porque restringe o benefício à fração de ejeção preservada, mas a análise pós-hoc do COMPLETE especificamente por FEVE mostrou consistência do benefício em todo o espectro de FEVE, não apenas nos pacientes com função ventricular preservada.
C
Certa
A alternativa C é a compatível com a base porque o enunciado descreve exatamente o contexto em que a estratégia de revascularização completa foi validada: IAM com supra, doença multiarterial, paciente estável após tratamento da artéria culpada. A diretriz de síndrome coronariana aguda recomenda PCI das lesões não culpadas significativamente estenosadas nesse cenário para reduzir morte ou IAM, e a análise do COMPLETE em relação à FEVE mostrou benefício consistente ao longo do espectro de função ventricular. Portanto, a disfunção ventricular importante não anula o ganho prognóstico da estratégia.
D
Errada
Errada porque confunde pior prognóstico basal da FEVE reduzida com perda do efeito da intervenção. A base não sustenta que a disfunção ventricular esquerda elimine o benefício da revascularização completa; ao contrário, o benefício em eventos cardiovasculares permanece aplicável nesse contexto.
E
Errada
Errada porque afirma ausência de dados justamente onde há evidência aplicável: estudos randomizados e análise de subgrupo sustentam benefício da revascularização completa em STEMI com doença multiarterial, inclusive sem excluir os pacientes com FEVE reduzida. O que não pode ser feito é extrapolar isso para choque cardiogênico ou anatomia primariamente cirúrgica, situações que o enunciado não traz.
Pegadinha da questão
A banca usa FEVE de 30% para induzir a falsa ideia de que disfunção ventricular importante elimina o benefício da revascularização completa; o ponto decisivo era lembrar que, no paciente estável após ICP da lesão culpada, a evidência específica por FEVE não restringe o benefício à FE preservada.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro confirme se o caso é o cenário elegível: STEMI, doença multiarterial e estabilidade hemodinâmica após tratar a lesão culpada.
  • Não use FEVE baixa como contraindicação automática; verifique se há evidência específica de subgrupo antes de excluir benefício.
  • Quando a alternativa falar em ausência de benefício apenas por maior gravidade basal, confronte com o desfecho estudado: aqui o benefício é em morte/IAM, não apenas em sintomas.
  • Expressões amplas como 'todo o espectro de FEVE' significam consistência do benefício entre estratos, não identidade obrigatória da magnitude do efeito.

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