Considere o trecho do primeiro parágrafo: No Brasil, a líng...
Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.
Panorama do falar amapaense
Um atlas linguístico tem por finalidade registrar a diversidade na forma de falar do povo de uma região geograficamente definida. No Brasil, a língua portuguesa apresenta diversidades que estão relacionadas, entre outros aspectos, às diferentes formas de colonização das regiões. Não há uma língua portuguesa padronizada, única, falada do Oiapoque ao Chuí.
O primeiro atlas linguístico brasileiro – Atlas prévio dos falares baianos – foi publicado em 1963, por Nelson Rossi. Nem mesmo dentro dos limites de cada região há uma uniformidade de falares. A partir de 1996, com o lançamento do projeto “Atlas Linguístico do Brasil”, houve um aumento significativo de publicações de atlas regionais e estaduais por todo o país. Na Região Norte, aos dois primeiros atlas publicados, do Pará e do Amazonas, veio somar-se o Atlas linguístico do Amapá, lançado em 2017 pela editora Labrador, fruto do trabalho conjunto desenvolvido pelo pós-doutor em linguística pela Université de Toulouse e pesquisador da UFPA, Abdelhak Razky, pela docente da UNIFAP, Celeste Maria da Rocha Ribeiro, e pelo doutorando pela UFPA, Romário Duarte Sanches.
O atlas possibilita vislumbrar o panorama da realidade linguística do Amapá, buscando contribuir para o entendimento mais coerente da língua e de suas variantes e preocupando-se também em eliminar a visão distorcida que tende a privilegiar uma variante, geralmente a mais culta, e estigmatizar as demais.
No Brasil, a língua portuguesa apresenta diversidades que estão relacionadas, entre outros aspectos, às diferentes formas de colonização das regiões. Não há uma língua portuguesa padronizada, única, falada do Oiapoque ao Chuí.
O segundo período, sublinhado no trecho, apresenta uma afirmação que
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Tema central: Interpretação de texto, com foco em coerência textual.
Para resolver esta questão, é fundamental compreender como as informações de diferentes períodos de um texto se relacionam, formando um todo coeso e coerente. A coerência textual, segundo Koch e Travaglia, garante que as frases estejam logicamente conectadas e que não haja contradição interna.
Justificativa da alternativa correta (D – corrobora o expresso no período anterior): O segundo período afirma: “Não há uma língua portuguesa padronizada, única, falada do Oiapoque ao Chuí.” Essa afirmação reforça e confirma o que foi dito no primeiro período — ou seja, que há diversidades linguísticas no Brasil, ligadas à história de colonização das regiões. Em interpretação de textos, quando um enunciado reitera, sustenta ou fortalece outro, diz-se que ele corrobora a ideia apresentada anteriormente. Este é um conceito essencial para a coesão e a coerência textual.
Esse entendimento é validado por autores como Ingedore Koch, que destaca que o sentido global do texto deve ser mantido e fortalecido pelos enunciados subsequentes (Koch, 2013).
Análise das alternativas incorretas:
A) relativiza — Incorreta, pois relativizar seria amenizar ou condicionar a afirmação anterior, e não reforçá-la.
B) refuta — Incorreta, pois refutar é negar ou contradizer. O segundo período não faz isso; ele confirma.
C) restringe — Incorreta, porque restringir seria limitar ou delimitar a afirmação anterior, o que não ocorre.
E) contesta — Incorreta, já que contestar é opor-se ou discordar, algo que não ocorre entre as informações dos períodos citados.
Dica de interpretação para concursos: Observe sempre os conectores e o paralelismo semântico. Pergunte-se: o segundo enunciado confirma, nega, limita ou amplia o primeiro? Sempre que ambos caminham na mesma direção e reforçam a linha argumentativa, a relação mais provável é de corroboração.
Resumo: O segundo período corrobora o primeiro ao validar e sustentar a diversidade linguística no Brasil, demonstrando plena coerência textual segundo a Norma-padrão.
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No Brasil, a língua portuguesa apresenta diversidades que estão relacionadas, entre outros aspectos, às diferentes formas de colonização das regiões. Não há uma língua portuguesa padronizada, única, falada do Oiapoque ao Chuí.
GAB: D
Corroborar: ratificar, confirmar algo.
Não existe macacheira. É mandioca!
Não existe tangerina. É bergamota!
Hahaha Brincadeira. Existem todas as formas. Sejamos mais felizes!
Menos Olavo de Carvalho, mais felicidade!
Vida à cultura democrática, Monge.
No Brasil, a língua portuguesa apresenta diversidades que estão relacionadas, entre outros aspectos, às diferentes formas de colonização das regiões. Não há uma língua portuguesa padronizada, única, falada do Oiapoque ao Chuí. (isso corrobora o início da afirmação)
O segundo período, sublinhado no trecho, apresenta uma afirmação que:
re·la·ti·vi·zar - Considerar (algo) sob um ponto de vista relativo e não absoluto.
re·fu·tar - Não estar de acordo com. = CONTESTAR, NEGAR
res·trin·gir - Reduzir, limitar.
cor·ro·bo·rar - Apresentar argumento ou informação que acompanha ou dá força a determinada afirmação ou ideia (ex.: a testemunha
corrobora a versão do arguido). = COMPROVAR, CONFIRMAR
con·tes·tar - Contender. / Contradizer.
Fonte: in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/contestar [consultado em 15-01-2019].
Esse tipo de cobrança está sendo muito explorada pela FCC e pela CESPE.
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