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O uso de recursos lúdicos é comum na avaliação de crianças p...

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Q4233253 Psicologia
O uso de recursos lúdicos é comum na avaliação de crianças por algumas razões, entre elas, por facilitar a vinculação da criança com a situação avaliativa e por auxiliar no levantamento de informações sobre seu funcionamento afetivo, cognitivo e motor e no diagnóstico psicológico. Sobre isto, podemos afirmar que:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar, na brincadeira, a modificação da função usual dos objetos como sinal de simbolização.

Tema central: Brincar simbólico infantil
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque afirma, de modo geral, que crianças que sofreram abuso sexual não costumam reproduzir temas sexuais e diálogos vivenciados na brincadeira. A base aponta justamente o contrário: é clinicamente possível e conhecido que haja encenação ou reprodução temática desse conteúdo no brincar.
B
Errada
Está errada por dois motivos concretos: restringe indevidamente o brincar livre a brinquedos não estruturados e nega seu valor diagnóstico. Na observação clínica do brincar livre, a escolha dos brinquedos, os temas, a organização da cena e a forma de execução podem, sim, subsidiar hipóteses diagnósticas.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve um indicador clássico do brincar simbólico: a criança usar o objeto de modo diferente de sua função usual para atender à própria expressão na brincadeira. Esse uso simbólico e flexível sustenta inferência de criatividade e flexibilidade.
D
Errada
Está errada porque projeta para crianças de até 3 anos expectativas interacionais acima do parâmetro desenvolvimental indicado na base. Compartilhar, cooperar e sustentar jogo não egocêntrico não são exigências firmes e generalizáveis nessa faixa etária, de modo que a inferência diagnóstica proposta é precipitada.
Pegadinha da questão
A questão explorou confusões por formulações extremas: negar o valor clínico do brincar livre, supor ausência de conteúdos sexualizados no brincar traumático e tratar como obrigatória, até os 3 anos, uma cooperação social mais avançada do que a esperada.
Dica para questões semelhantes
  • Na avaliação lúdica, verifique se a criança consegue atribuir novas funções aos objetos; isso é dado observável relevante sobre simbolização e flexibilidade.
  • No brincar livre, não descarte o valor clínico da escolha dos brinquedos, dos temas e do modo de execução da cena.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos como "apenas" e "não se pode" quando elas esvaziam a função observacional do brincar.
  • Antes de aceitar inferência diagnóstica em infância precoce, confronte a conduta descrita com o que é esperado para a faixa etária.

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