Homem de 58 anos, com doença renal crônica estágio 5 por ne...

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Q3954374 Medicina
Homem de 58 anos, com doença renal crônica estágio 5 por nefroesclerose hipertensiva, está em hemodiálise há 13 mesesm tendo sido encaminhado para avaliação pré-transplante renal.

• Antecedentes incluem: diabetes tipo 2 controlado; infarto agudo do miocárdio há 2 anos, tratado com angioplastia e endoprótese coronariana (“Stent”) farmacológica; obesidade grau I e episódio prévio de pneumonia.
• Sorologias virais adequadas, exceto sorologia negativa para varicela-zóster.
• Atualmente encontra-se assintomático do ponto de vista cardiovascular, com exames cardiológicos recentes normais.

Qual é o próximo passo mais apropriado antes da listagem para transplante renal?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Candidato a transplante renal com sorologia negativa para varicela-zóster deve receber vacina viva atenuada no pré-transplante; após sua aplicação, é necessário aguardar intervalo mínimo de 4 semanas antes do transplante/listagem ativa, o que torna a alternativa C a conduta correta.

Tema central: Vacinação pré-transplante renal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque DAC prévia com IAM antigo e stent não cria indicação automática de coronariografia nem de revascularização antes do transplante. O enunciado traz o dado decisivo contrário a essa conduta: paciente assintomático do ponto de vista cardiovascular e com exames cardiológicos recentes normais. Pela base, não há indicação clínica ou funcional atual para exame invasivo, e revascularização profilática universal não é recomendada.
B
Errada
Está errada porque obesidade grau I, correspondente a IMC entre 30 e 34,9, aumenta risco perioperatório e metabólico, mas não é contraindicação absoluta à listagem para transplante renal. O erro da alternativa é transformar fator de risco em exclusão obrigatória. Pela base, a decisão nessa faixa de IMC é individualizada e não exige adiamento até IMC menor que 30.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a ausência de imunidade para VZV em candidato a transplante deve ser corrigida ainda no pré-transplante, fase em que a vacina de varicela, por ser viva atenuada, ainda pode ser administrada. Após o início da imunossupressão, essa oportunidade se perde. A diretriz KDIGO 2020 sustenta que, após vacina viva, deve-se respeitar intervalo mínimo de 4 semanas antes do transplante, o que fundamenta a necessidade de vacinar agora e aguardar esse prazo.
D
Errada
Está errada porque antecedente de stent não impõe angiotomografia coronária anual obrigatória. O paciente está assintomático e já tem avaliação cardiológica recente normal, o que afasta a premissa de investigação anatômica rotineira apenas pelo histórico de DAC. Pela base, não há recomendação de tomografia de coronárias como próximo passo obrigatório nesse cenário.
E
Errada
Está errada porque rastreamento de TB latente não se faz por repetição rotineira de TC de tórax em paciente sem sintomas e sem alteração recente de imagem. Antecedente de pneumonia não equivale a suspeita atual de tuberculose. Pela base, falta elemento clínico, radiológico ou epidemiológico que justifique repetir tomografia como etapa obrigatória antes da listagem.
Pegadinha da questão
A banca desloca a atenção para o antecedente cardiovascular relevante, mas o dado que realmente define a conduta imediata é a soronegatividade para VZV; além disso, explora a confusão entre DAC prévia e necessidade obrigatória de investigação invasiva ou revascularização antes do transplante.
Dica para questões semelhantes
  • Em candidato a transplante, sorologia negativa para varicela-zóster é achado de ação imediata: corrigir imunização antes da imunossupressão.
  • Se a vacina envolvida for viva atenuada, procure no enunciado se há necessidade de intervalo mínimo antes do transplante; aqui, 4 semanas.
  • Antecedente de IAM ou stent não basta para indicar coronariografia ou revascularização rotineira se o paciente estiver assintomático e com avaliação recente normal.
  • Obesidade grau I e exames de imagem repetidos sem hipótese clínica não devem ser confundidos com contraindicações ou etapas obrigatórias de listagem.

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