Em 2007, Kessler e colaboradores publicaram, na revista Worl...
Destacamos parte dos resultados, referentes a sete países, na seguinte tabela:

Ref. Kessler RC, et al. Lifetime prevalence and age-of-onset distributions of mental disorders in the World Health Organization's World Mental Health Survey Initiative. World Psychiatry. 2007.
Há outros estudos epidemiológicos que estão em linha com os presentes achados, em especial os transtornos ansiosos e depressivos. Porém, estudos epidemiológicos revelam prevalências equivalentes para transtornos como a esquizofrenia e o transtorno bipolar do humor.
Para bem compreender este cenário, avalie se as seguintes afirmativas são possíveis explicações.
I. Questões culturais com diferentes valores e modelos de relações familiares e sociais poderiam ser importantes determinantes para o sofrimento mental.
II. As diferenças genéticas entre raças diferentes determinariam a predisposição a desenvolvimento de transtornos mentais ao longo da vida.
III. A compreensão do sofrimento enquanto um transtorno mental varia entre culturas, o que interferiria nos diagnósticos produzidos.
Está correto apenas o que se apresenta em
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A afirmativa III também está correta: a própria compreensão do sofrimento como "transtorno mental" varia entre culturas, o que interfere diretamente na produção dos diagnósticos. A literatura destaca os chamados "looping effects", em que a forma como as pessoas percebem e constroem o sofrimento influencia sua experiência e expressão sintomática, além de sintomas culturalmente relevantes (como solidão, choro, dor difusa) que não constam nos critérios diagnósticos do DSM-5, mas são prevalentes em múltiplas culturas — afetando as taxas de reconhecimento e diagnóstico entre países.
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