Os fragmentos de órgãos retirados para estudo anatomo...
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Tema central: O tema da questão é o processamento histológico de tecidos, fundamental para análise anatomopatológica, especialmente para quem atua nas rotinas de laboratório em Anatomia e Necrópsia. Entender a sequência correta dessas etapas é essencial para garantir tanto a integridade tecidual quanto a eficiência do diagnóstico microscópico.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E (fixação, clivagem, desidratação, parafinização, cortes histológicos e coloração) corresponde à ordem técnica recomendada pela literatura. Após a fixação, que impede a autólise e preserva a estrutura tecidual, realiza-se a clivagem para padronizar o tamanho dos fragmentos. Em seguida, a desidratação gradativa com álcoois retira a água, permitindo a impregnação por parafina, que dá suporte sólido para realizar os cortes histológicos (microtomia). Por fim, efetua-se a coloração, essencial para identificação microscópica das estruturas. Segundo Santos et al. (2021): “A sequência tradicional do processamento histológico é fixação, clivagem, desidratação, diafanização, inclusão em parafina, microtomia e coloração” (p. 18).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Posiciona a clivagem após a desidratação, o que dificulta a penetração dos reagentes se o fragmento ainda não estiver reduzido.
- B) Inicia com clivagem antes da fixação, o que pode comprometer a preservação dos tecidos, aumentando o risco de autólise.
- C) Começa com desidratação antes da fixação—uma inversão técnica fatal, pois tecido não fixado sofre degradação.
- D) Novamente, inicia por clivagem e deixa a fixação para depois—procedimento inadequado segundo qualquer manual confiável.
Estratégias de prova: Atenção às palavras-chave como “sequência” ou “ordem correta”. Pegadinhas comuns são alterar a posição da fixação ou realizar cortes antes da impregnação em parafina. Em questões assim, fixação SEMPRE é o primeiro passo após a coleta do fragmento.
Contribuição de referência: O Manual de Técnica Histológica de Rotina e de Colorações (Santos et al., 2021) e a obra Junqueira & Carneiro – Histologia Básica reforçam essa ordem sequencial de etapas.
Ao dominar essa rotina, você garante mais segurança para a atuação prática e se diferencia no concurso!
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Comentários
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Chutei, errei...
Queria saber quem é o cristão que acerta uma dessa!
Gab: E
A . Coleta= Consiste em remover amostras de tecido de um determinado organismo. Essa coleta pode ser feita quando o organismo ainda est· vivo, por meio de biópsia ou durante uma cirurgia, ou mesmo post mortem, durante a realização de necropsia de animais ou seres humanos.
B. A fixação= È uma das etapas mais importantes da técnica histológica, pois visa interromper o metabolismo celular, estabilizando as estruturas e os componentes bioquímicos intra e extracelulares, preservando e conservando os elementos teciduais, além de permitir a penetração de outras substâncias subsequentes á fixação.
C. Clivagem= A clivagem consiste em reduzir as dimensões dos fragmentos dos tecidos coletados. Dependendo do tipo de fixador empregado, a clivagem poder· ocorrer em até algumas horas após a fixação. Na clivagem ideal, os fragmentos devem atingir cerca de 3 mm de espessura; porém, dependendo do tipo de órgão, esse fragmento pode chegar a mais do que 5 mm.
D. Desidratação= ocorre quando o corpo usa ou perde mais líquido do que o ingerido. Quando isso acontece, o organismo pode ter dificuldades para realizar suas funções normais. Se você não repõe os líquidos que são utilizados ou perdidos, ocorre a desidratação.
E. Parafilização= Tem por finalidade retirar a água do tecido e substituí -lá por parafina, o que torna o tecido mais firme e, portanto, passível de ser cortado em fatias delgadas (4 a 10 μm). Isso é feito pela imersão dos cassetes em banhos sucessivos de álcool (que retira a água, mas não se mistura com parafina), de xilol (que se mistura tanto com o álcool quanto com a parafina) e finalmente de parafina aquecida (entre 55 e 60ºC).
F. Cortes/Microtomia= Consiste em cortar o bloco de parafina em fatias muito delgadas. Estes cortes são então colocados em banho-maria histológico, que contém água aquecida, com a finalidade de distendê-los e, em seguida, os mesmos são colocados em lâminas histológicas.
G. Coloração=A utilização de corantes È fundamental para visualizar os tecidos ao microscópio de luz. Após a microtomia, as células e o material extracelular são habitualmente transparentes e os corantes melhoram a visualização das estruturas teciduais. Os corantes aplicados para corar tecidos que foram previamente fixados são chamados corantes não vitais, como a hematoxilina, eosina, fucsina, entre outros.
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