Segundo Marcos Bagno, na obra Língua, linguagem, linguística: pondo os pingos nos ii, se “a linguista
A. vê na língua um fenômeno social, cultural, político, a concepção de língua que ela vai produzir será
marcada por essa perspectiva, por esse ponto de vista. Se o linguista B., por sua vez, considera que a
língua é um dado biológico, que já vem embutido na nossa estrutura genética, é claro que seu conceito
de língua será expresso de acordo com essa visão. Se a linguista C. prefere estudar a língua com base
no estudo das realizações autênticas, do uso da língua, empiricamente coletáveis numa comunidade de
falantes, sua teoria linguística vai ser muito diferente da do linguista D., que prefere conceber, com base
nesses usos autênticos, um sistema abstrato, uma entidade teoricamente construída que ele vai chamar
de língua. Qual dessas teorias é melhor, mais certa, mais satisfatória...? Todas, desde que cada uma
delas seja um construto intelectual coerente, com princípios e postulados que não se contradigam e que,
pelo contrário, sirvam de alicerce e argamassa para o edifício teórico.” (BAGNO, 2014, p. 21, grifos do
autor). Considerando-se a leitura do excerto, é correto afirmar que, para o autor, os estudos linguísticos
situam-se em um território
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