Com relação às fraturas supracondilianas do úmero em criança...
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As fraturas supracondilianas do úmero em crianças são um tema comum na ortopedia pediátrica e requerem um entendimento claro das estruturas anatômicas envolvidas e suas possíveis complicações. Vamos explorar cada alternativa e explicar por que a opção "B" é a correta.
Alternativa A: "O nervo mediano é o mais frequentemente lesado nas fraturas com desvio póstero-medial."
Embora o nervo mediano possa ser lesado, a literatura sugere que o nervo radial é o mais comumente afetado em desvios póstero-laterais. A lesão do nervo mediano ocorre mais frequentemente em desvios póstero-mediais, mas não é o mais comum nessas lesões.
Alternativa B (Correta): "As lesões da artéria braquial são mais frequentes naquelas com desvio póstero-lateral."
Nesta alternativa, está corretamente indicado que as lesões da artéria braquial são mais comuns em desvios póstero-laterais. O deslocamento pode comprimir ou lesionar essa artéria, causando complicações vasculares que requerem atenção imediata.
Alternativa C: "As fraturas supracondilianas em flexão representam a grande maioria dos casos destas fraturas."
Na realidade, a maioria das fraturas supracondilianas do úmero é em extensão, não em flexão. As fraturas em flexão são menos comuns e constituem uma pequena porcentagem dos casos.
Alternativa D: "A deformidade em valgo do cotovelo ocorre como uma complicação bem mais frequente que a deformidade em varo."
A complicação mais frequente em fraturas supracondilianas do úmero é a deformidade em varo, conhecida como "cotovelo de palhaço". A deformidade em valgo é mais rara.
Alternativa E: "Naquelas em extensão, que evoluem com diminuição do pulso radial, após manobra de redução, deve-se aumentar o grau de flexão do cotovelo."
Embora o aumento da flexão possa ser uma técnica utilizada, é importante garantir que não haja comprometimento vascular. Após a redução, a avaliação do pulso e a verificação da perfusão são fundamentais para decidir sobre a flexão do cotovelo.
Para concluir, as fraturas supracondilianas do úmero em crianças exigem uma análise cuidadosa das lesões neurovasculares associadas. Compreender os tipos de desvio e suas respectivas complicações é crucial para a prática clínica.
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